Ao menos 17 bebês desenvolveram a “síndrome do lobisomem” na Espanha

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Na Espanha, ao menos 17 bebês desenvolveram uma condição conhecida como “síndrome do lobisomem” nos últimos dias. O fato ocorreu, de acordo com o Ministério da Saúde, por uma troca de medicamentos acidental da empresa Farma-Química Sur.

Segundo os especialistas, a “síndrome do lobisomem” é resultante de uma mutação genética e consiste no crescimento anormal de pelos escuros por todo o corpo da pessoa.

No caso dos pacientes que nascem com a condição, não há cura e apenas tratamentos para amenizar o crescimento de pelos, além de depilação periódica das regiões afetadas. Em situações mais graves, há surgimento de cabelos na face, além do resto do corpo. 

Contudo, o caso dos pequenos espanhóis é diferente. Como reportaram as autoridades, a condição foi induzida pela ingestão de um remédio recomendado para pacientes com alopecia — que é justamente a queda ou a total ausência de pelos.

O problema ocorreu quando uma indústria farmacêutica trocou as etiquetas de duas drogas: uma recomendada para quem tem alopecia e uma fórmula que contém omeprazol, recomendada para tratar refluxo em bebês. Logo, quando as crianças ingeriram o remédio, passaram a produzir mais pelos que o normal.

Felizmente, a condição deve ser revertida em algumas semanas, e os bebês devem voltar a produzir pelos normalmente, de acordo com um comunicado, do Ministério. Ainda assim, os pais reportaram ao jornal El País que a situação é perturbadora. “A testa do meu filho, bochechas, braços e pernas, as mãos estavam cheias de pelos… Ele tinha as sobrancelhas de um adulto. Foi muito assustador porque não sabíamos o que estava acontecendo com ele”, relatou Angela Selles ao periódico.

Documentos oficiais mostram que a empresa farmacêutica Farma-Química Sur, com sede na cidade espanhola de Málaga, comprou pelo menos 22 dos lotes trocados do remédio de uma empresa na Índia. Por isso, embora o medicamento tenha sido retirado de circulação, as autoridades agora estão investigando o paradeiro da cadeia de suprimentos.

Fonte: Galileu


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