Antes de adotar: saiba quais são os cuidados que um cão pede no dia a dia

Posse responsável é algo muito sério. Além disso, o abandono de animais é crime previsto em lei, com pena que vai de multa à detenção

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Adotar um animal de estimação é um ato de amor e empatia. Tirar um bichinho de um abrigo e levá-lo para casa é uma atitude muito bacana, retribuída com alegria e muitas lambidas. 

No entanto, antes de tomar essa decisão, é preciso consultar um médico-veterinário para que ele faça uma análise completa da saúde do animal. Esse processo pode eliminar pulgas e outros parasitas ou promover a castração — se for um desejo do tutor.

Essa consulta não é necessariamente financiada pela organização não governamental (ONG) ou abrigo que estava cuidando do pet, podendo ser o primeiro momento em que o tutor precisa colocar a mão no bolso por causa do animal.

Antes de se surpreender com o valor da conta e a quantidade de produtos que podem ser necessários para o cuidado do animal, dependendo da condição em que ele for encontrado ou adotado, é fundamental que o futuro tutor tenha em mente que o pet que ele esteja cogitando levar para casa é uma vida. 

Como tal, o animal tem dor, medo, fome, frio e diversas necessidades para se manter saudável e feliz. Todas elas devem ser levadas em conta antes de carregar o animal consigo para casa.

Posse responsável

Ao adotar um animal de estimação, o tutor se compromete a cuidar daquela vida perante a lei e a sociedade. É um ato que, mesmo que gere arrependimentos, não deve ser desfeito, sob risco de ser acusado de crime ambiental. 

O abandono de animais é previsto na Lei Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e tem como penalidade multa e até detenção. Logo, antes de optar por ter um animal de estimação, convém pensar duas vezes se haverá qualquer tipo de possibilidade de arrependimento.

Rotina cheia, bolso vazio

Dependendo da raça do gato ou do cachorro, podem ser necessárias mais idas ao pet shop para cuidar da pelagem e das unhas. O calendário vacinal também precisa estar em ordem para garantir a saúde do pet e, diferente do que acontece com humanos, nem todas as imunizações são disponibilizadas pelo sistema público. 

Há famílias que optam por alimentação natural, o que inclui o preparo da comida do animal em casa. Isso requer planejamento e organização para ir ao mercado ou à feira e adquirir legumes, verduras, frutas, cereais e proteínas que vão compor a dieta do pet, sempre sob a orientação do médico-veterinário, uma vez que há diversos alimentos que podem fazer mal ao bichinho.

A ração ainda é o alimento mais indicado para cães e gatos por ser nutricionalmente equilibrada para o porte do pet. Mesmo assim, é preciso saber dosar a comida para que o animal não fique obeso e tenha diversas complicações de saúde — o que implica mais gastos e preocupações para os tutores.

Algumas raças também são mais propensas a sofrerem de problemas de pele, otites, epilepsia e outras doenças que demandam visitas frequentes ao veterinário e uso de medicamentos específicos.

Brincadeiras e exercícios

Como todo ser vivo, cães e gatos também precisam se movimentar para não se sentirem entediados e manterem a saúde. É válido investir em brinquedinhos e passeios para que eles possam esticar as patas, se mover mais e até fazer as necessidades. Se o tutor não gosta muito de sair ou chegou cansado e sem paciência, deve rever a sua rotina ou a ideia de ter um bichinho.

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