Adolescentes aderem cada vez mais à dieta vegana; saiba riscos e benefícios

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Isis Santiago, de 17 anos, é vegetariana desde os 12 e virou vegana no ano passado (Foto: Thiago Freitas)

A escolha por uma alimentação sem carnes ou qualquer produto de origem animal não está restrita aos adultos. Cada vez mais adolescentes estão adotando dietas vegetariana ou vegana. A “moda natureba” não parece ter tanto a ver com emagrecimento, mas com uma preocupação ambiental. Os veganos não ingerem nada de origem animal, como ovos, laticínios e mel. Já os vegetarianos, excluem apenas as carnes do cardápio. Nessa busca de identidade, quem pode ficar perdido são os pais. Para suprir essa demanda e garantir um crescimento saudável, a chave está em buscar um acompanhamento médico ou nutricional.

— Nosso trabalho é mostrar aos pais as ferramentas, para que fiquem tranquilos com a escolha do filho — observa o nutrólogo Eric Slywitch, da Sociedade vegetariana brasileira, que defende essas dietas como benéficas para a saúde.

Por outro lado, o pediatra Mauro Fisberg lembra que há riscos e é preciso ter cuidado.

— Pode interferir no desenvolvimento do adolescente, com deficiência de vitaminas e minerais importantes. Isso terá efeito na vida presente e futura. Os riscos sobem à medida que se tiram itens da alimentação — diz o especialista membro do Departamento Científico de Nutrologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Para evitar problemas, ele aconselha buscar orientação profissional e suplementação, quando necessária.

Outro cuidado importante é com as substituições. Quando a carne sai, o espaço no prato deve ser preenchido, mas de forma saudável.

— O problema é não ter acompanhamento profissional e escolher produtos ultraprocessados, ricos em açúcares, gordura, que é fator de risco para doenças crônicas, como obesidade e diabetes tipo 2. A base do vegetariano é de vegetais, frutas, legumes, verduras — pontua Manuela Dolinsky, do Departamento de Nutrição e Dietética da UFF e autora do livro Nutrição de Vegetarianos (Editora Payá).

‘No início, foi difícil para os meus pais’

A jovem Isis Santiago, de 17 anos, tornou-se vegetariana aos 12. No ano passado, ela resolveu aderir ao veganismo.

— Um professor de Geografia passou um documentário sobre como hambúrgueres e carnes eram produzidos e, desde então, não consegui mais comer. Aquilo foi chocante para mim. Comecei a pensar nos animais e vi que era errado, me senti desconfortável por comer carne. No início, foi difícil para os meus pais. Diziam a eles que eu pararia de crescer. Mas depois eles entenderam, e vimos que era só boato. Para virar vegana, no ano passado, procurei uma nutricionista. Sigo com acompanhamento e os exames estão bons. Estou muito bem com minha escolha — conta a estudante.

O menino Gabriel Pieri Goulart não come carne desde que nasceuO menino Gabriel Pieri Goulart não come carne desde que nasceu (Foto: Ana Branco)

No caso do pequeno Gabriel, de 6 anos, a opção veio pela mãe, Carolina Pieri. Ela fez a escolha pelo tipo de alimentação vegetariana há nove anos.

— Somo ovolactovegetarianos (comem ovos e derivados de leite). Depois que parei de comer carne, senti mais energia e emagreci oito quilos. Como foi bom para mim, entendo que também seja para o meu filho. A pediatra dá até parabéns, porque ele está muito bem. Mas tem que fazer acompanhamento sempre. Ele é uma criança tranquila, concentrada. Acho que ele é uma criança vegetariana na essência. Uma vez, coloquei um pedaço de peixe para ele, que fez cara feia e cuspiu — diz a advogada.

Fonte: Extra

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