Idosos devem manter rotina de exercícios na quarentena. Veja dicas

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É imprescindível que idosos mantenham uma rotina de exercícios durante a quarentena por dois motivos principais: eles são mais vulneráveis a fatores que podem levar à imobilidade e é preciso evitar complicações por causas não relacionadas à covid-19, de acordo com o fisioterapeuta Gustavo Nunes Pereira, doutor em Gerontologia Biomédica e integrante da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia do Rio Grande do Sul.

“Eles são mais suscetíveis a quedas, que podem causar fratura e gerar a necessidade de procurar hospitais, o que iria sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde em meio à pandemia”, destaca. Além disso, o envelhecimento, por si só, causa uma mudança na estrutura corporal, como explica o geriatra Natan Chehter, da Sociedade de Geriatria e Gerontologia e do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. Ao envelhecer, você troca músculo por gordura”, explica. Essa mudança, isoladamente, não é fator de risco para a obesidade, de acordo com ele, mas aliada a alterações hormonais e de hábitos pode causar ganho de peso. “Pessoas que já eram sedentárias [na juventude] podem ficar obesas quando velhas, mesmo que antes não tenham sido gordas”, afirma. O médico ressalta que nunca é tarde para começar a fazer atividade física, embora a prática na terceira idade exija adaptações. “Para quem já faz alguma atividade e parou, eu recomendo que continue” .

Pereira ainda ressalta que é essencial buscar orientação e que o exercício não deve ser feito de maneira aleatória. “Por causa da pandemia do novo coronavírus foi liberado o teleatendimento, que permite fazer o acompanhamento a distância, se possível com a ajuda de um familiar ou cuidador”, afirma. Ele mesmo tem feito consultorias gratuitas e personalizadas por meio de suas redes sociais. “É preciso conhecer a realidade de cada um e, aí sim, orientar”, analisa.

Para aqueles que não realizavam nenhum tipo exercício antes da quarentena, vale a prática de atividades simples, como agachamento, elevação na ponta do pé – que fortalece a panturrilha ,- sentar e levantar de uma cadeira ou subir e descer escadas.

“A cadeira pode ser usada como apoio para o idoso levantar e descer a perna, fazer agachamento”, exemplifica Pereira. “Além disso, é possível usar o peso do próprio corpo ao ficar deitado e elevar o glúteo, para fazer a chamada ponte”, acrescenta o fisioterapeuta.

As caminhadas são um bom exemplo de exercício aeróbico que pode ser feito dentro de casa ou no quintal. Segundo Chehter, as atividades aeróbicas devem ser praticadas por 150 minutos ao longo da semana, tempo que pode ser dividido em meia hora por dia. Pereira pondera que o tempo dedicado aos exercícios varia de acordo com a condição física de cada paciente. “Tem idoso que vai aguentar só 15 minutos. Nesse momento, o importante é ter algum tipo de estímulo todo dia”, destaca.

Idosos que possuem condições físicas para executar atividades mais complexas, como levantar peso, podem utilizar itens encontrados em casa para essa finalidade, como sacos de arroz ou feijão, garrafas de água e livros. “É possível usar a criatividade, mas com a devida orientação”, ressalta Pereira. Chehter acrescenta que é importante ter um nível de dificuldade e aumentá-lo gradativamente, conforme os músculos forem se adaptando.

Pereira enfatiza que fazer atividade física é tão importante quanto continuar tomando os remédios necessários durante o isolamento social. “São fatores essenciais para que o idoso mantenha sua funcionalidade e saúde mental”. Não existe idade para começar a se exercitar. Mas é importante respeitar suas limitações e persistir, mesmo que seja difícil no começo”, completa Chehter.

Fonte: R7| Foto Pixabay

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