Sem garantir Carille até dezembro, Corinthians aposta em “trinca” no comando

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Após o presidente Roberto de Andrade assegurar que o então auxiliar Fábio Carille seria técnico do Corinthians até o final da temporada, coube ao gerente de futebol, Alessandro, vir a público para “desmentir” essa versão na primeira entrevista do comandante interino. Apesar de elogiar diversas vezes o trabalho de Carille, que terá ao seu lado o analista de desempenho, Fernando Lázaro, e o observador técnico do clube, Mauro Silva, o ex-lateral preferiu condicionar a permanência no cargo aos próximos resultados.

“Todos vocês já o conhecem e, como o presidente já comunicou, ele vai comandar o time junto com o Fernando (Lázaro) nos próximos jogos. Dispensa apresentações pelo profissional que é, sou suspeito para falar porque trabalhei com ele como atleta. Gostaria de antes de abrir para perguntas de fazer um agradecimento ao professor Cristóvão e ao Cassiano, aos trabalhos prestados à organização, sempre muito cordiais, não poderia deixar de agradecê-los. Vida que segue agora”, apontou Alessandro, explicando a retificação no discurso do mandatário.

“Eu estou relacionando realmente os próximos, temos um jogo extremamente difícil quarta-feira. Não estou cravando o período do Carille, já é um funcionário do clube há anos, extremamente qualificado. Temos total confiança nele, no Fernando Lázaro e no Mauro. Têm domínio da função. Fizemos uma reunião com todos os atletas para reforçar isso daí. O trabalho de todos segue. Não vamos colocar um prazo, não vamos aumentar a responsabilidade que já é muito grande”, disse o dirigente, ao lado do treinador, em entrevista concedida no CT Joaquim Grava.

“Não posso sentar e dizer quanto tempo ele vai ficar para vocês, tão rápido. O presidente foi muito incisivo e verdadeiro, mas o tempo, os jogos e o trabalho vão te trazendo mais calma e paciência para você falar. Tivemos que trocar o corpo técnico, treinador e auxiliar e temos confiança”, insistiu Alessandro, deixando claro que um triunfo frente ao Fluminense, quarta-feira, em Itaquera, pode ser fundamental nessa “tomada de decisão”. Por ter empatado no primeiro duelo por 1 a 1, fora de casa, O Timão se classifica até com um empate sem gols.

“Não quero ser muito incisivo, mas eu não consigo falar de novembro e de dezembro. Ele já está sendo avaliado desde o primeiro dia dele aqui, Mano, Adilson, Tite, Cristóvão. É normal isso. Se hoje ele assume uma responsabilidade muito superior a um auxiliar? Assume. Mas se está fazendo isso é porque tem essa capacidade para fazer isso. Vocês sabem o quanto é difícil. Já assumiu em outros jogos, mostrou competência, mostrou comando. Isso nos dá segurança ao trabalho. Só que o futebol sempre será baseado nos resultados”, continuou.

Para Alessandro, o que mais atrapalhou a equipe na atual temporada foi o fato de ter perdido jogadores já durante a pré-temporada da equipe, quando todos contavam com a manutenção da base campeã brasileira do ano passado. Adotando um tom bem calmo para tratar da dificuldade que o time tem pela frente, ele preferiu exaltar a campanha realizada até o momento.

“Não existe uma avaliação negativa de uma equipe com 41 pontos, estaríamos confortavelmente no G4 se tivéssemos vencido do Santos, na cola de Palmeiras e Flamengo. A dois dias do Réveillon conversávamos entre nós e pensávamos que nada mudaria. Aí aconteceu o que aconteceu em janeiro e não tem como você ir para uma pré-temporada com o elenco montado e achar que você vai repor do mesmo tamanho os caras que saíram. Tivemos de ir atrás, nos movimentar e trazer atletas nos quais nós acreditamos. É um grupo que precisa de tempo de trabalho e entrosamento para buscar os melhores resultados”, concluiu.

Fonte: Yahoo!

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