São Paulo só empata com o Coritiba no Morumbi

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Não foi desta vez que o São Paulo acabou com angústia de seu torcedor e saiu de campo com uma vitória no Morumbi. Pela quinta vez consecutiva, o quarto jogo seguido pelo Campeonato Brasileiro, o Tricolor tropeçou no Cícero Pompeu de Toledo. Desta vez, o empate por 0 a 0 com o Coritiba, que briga apenas para fugir do rebaixamento, expôs, além de tantas deficiências técnicas da equipe, o abatimento de um elenco que sofreu até agressões na véspera da 22ª rodada, em protesto de torcedores organizados.

Aliás, torcida é um fator que o São Paulo terá de se acostumar a não ter enquanto não apresentar uma reação, pelo que ficou evidenciado neste domingo. Apenas 7.836 pessoas foram ao palco tricolor, a princípio, para apoiar, mas também não deixou de manifestar suas insatisfações com vaias e xingamentos pontuais a Michel Bastos, mais uma vez principal alvo das arquibancadas.

A igualdade deixa a equipe de Ricardo Gomes estacionada na 11ª posição, agora com 28 pontos, cada vez mais perto da zona de rebaixamento. O Coxa Branca, que praticamente só se defendeu no confronto, apesar de ter desperdiçado uma chance incrível que parou nos pés de Denis, também não tem muito o que comemorar. Os paranaenses ficam com 26 pontos, na 15ª colocação.

A próxima rodada está marcada apenas para o dia 7 de setembro, uma quarta-feira, para os dois clubes. O São Paulo terá o clássico contra o Palmeiras, no Palestra Itália, às 21h45. No mesmo dia e horário, o Coritiba receberá o Grêmio no estádio Couto Pereira.

Buffarini, suspenso, e Mena e Cueva, convocados por suas seleções, já serão desfalques certos para Ricardo Gomes.

História que se repete

O clima no Morumbi era pesado já antes da bola rolar. O protesto violento de alguns torcedores na véspera da partida, como não podia de ser, se refletia no semblante e no futebol dos atletas tricolores, que não tiveram o apoio que seu capitão Maicon tanto cobrou durante uma rápida e tensa reunião com alguns organizados no CT da Barra Funda.

Os poucos que se dirigiram ao estádio Cícero Pompeu de Toledo ainda se mostraram dispostas a tentar ajudar a tirar o time da lama. O hino foi cantado e os tradicionais cânticos também, mesmo que com um ímpeto não tão empolgante.

Mas, bastaram alguns minutos de bola rolando para o apoio se tornar impaciência mais uma vez. Armado com uma linha de cinco jogadores no meio de campo, tendo apenas Chavez como referência, o São Paulo batia cabeça ao tentar organizar suas tabelas, quanto Buffarini seguia excessivamente afobado até receber o cartão amarelo que o tira do clássico contra o Palmeiras.

Mesmo assim, chances foram criadas, mas, quando a fase não é boa… Primeiro, Cueva finalizou de longe e viu a bola raspar a trave de Wilson, o que até inflamou parte dos fãs, mas, logo o jogo se amornou.

O clima só ficou quente de novo quando Michel Bastos e Andres Chavez inciaram uma discussão em campo que precisou da intervenção do meia peruano. Na sequência, o argentino acabou desperdiçando uma grande chance, ao completar cruzamento de Mena para fora. O auxiliar assinalou impedimento, mas não amenizou a revolta do próprio jogador, que voltaria a falhar feio na jogada posterior, desta vez sem interferência da arbitragem.

O zagueiro do Coxa, Lucas Claro, cruzou uma bola na frente de sua área e propiciou o contra-ataque mortal. Cueva foi rápido e serviu Andres Chvez, que parou na espetacular defesa de Wilson. Foi o estopim para reinício dos protestos. Com o apito para o intervalo, o alvo voltou a ser Michel Bastos, sempre o mais perseguido, principalmente pelas torcidas organizadas do clube. Os xingamentos ofuscaram até mesmo aqueles que apenas vaiam e pediam raça.

Na etapa final, a maior mudança foi mesmo apenas troca de lado das duas equipes. O Coritiba seguia apenas esforçado na marcação e em busca de um milagroso contra-ataque, que parecia inexistir. Já o São Paulo continua na sua luta pelo gol que talvez lhe desse mais tranquilidade.

Chavez, apesar de tarde não tão inspirada, era quem mais criava perigo com seus fortes chutes de canhota e com suas cabeçadas certeiras. O problema era passar por Wilson, que se mostrava seguro sempre que requisitado. Ricardo Gomes, então, resolveu mexer. E ao tirar Michel Bastos, voltou a criar um clima hostil no Morumbi com muitas vaias direcionadas ao camisa 7, que deu lugar a Luiz Araújo.

E se o Coritiba esperava uma brecha da defesa tricolor para ser fatal, o time paranaense não pode reclamar, pois não foi uma. E sim duas grandes chances. Primeiro, Neto Berola cabeceiou livre, livre de dentro da área, mas por cima do gol. Depois, já aos 19 minutos, Raphael Veiga recebeu cruzamento rasteiro e, de frente para Denis, viu o camisa 1 salvar os mandantes com os pés.

O castigo quase chegou pelos pés de Thiago Mendes, mas Wilson queria fazer seu nome em cima dos são-paulinos, que pressionavam, mesmo que na base do ‘cada um por si’, mas faziam em campo aquilo que a torcida tanto pedia já desesperadamente. O problema é que, como nas últimas quatro partidas em casa, não surtiu efeito e as vaias novamente deram o tom com o apito final.

FICHA TÉCNICA – SÃO PAULO – X 0 CORITIBA

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 28 de agosto de 2016, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL)
Assistentes: Esdras de Lima Albuquerque e Pedro Jorge de Araújo (ambos de AL)
Cartões amarelos: SÃO PAULO: Buffarini, Mena. CORITIBA: Edinho.
Público: 7.836 pessoas
Renda: R$ 182.596,00

SÃO PAULO: Denis; Julio Buffarini, Maicon, Lyanco e Eugenio Mena; Hudson, Thiago Mendes, Michel Bastos (Luiz Araújo), Kelvin (Pedro) e Christian Cueva; Andres Chavez
Técnico: Ricardo Gomes

CORITIBA: Wilson; Dodô, Luccas Claro, Juninho e Benítez; João Paulo (Walisson), Edinho, Juan e Raphal Veiga; Vinícius (Iago) e Neto Berola (Ortega).
Técnico: Paulo César Carpegiani

Fonte: Yahoo!

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