Justiça francesa investiga corrupção na escolha do Rio como sede olímpica

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As investigações sobre a corrupção generalizada na cúpula da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) levaram a Justiça francesa a analisar também as votações das candidaturas do Rio 2016 e de Tóquio 2020. De acordo com o jornal britânico “The Guardian”, as autoridades francesas suspeitam que Lamine Diack, ex-presidente da IAAF acusado de acobertar um escândalo de doping e membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) de 1999 a 2013, possa ter influenciado os processos de escolha das sedes.

O Rio de Janeiro foi escolhido como casa dos Jogos de 2016 em 2009, enquanto Tóquio foi eleita em 2013. Segundo o “Guardian”, a investigação ainda estaria em estágio inicial.

Em janeiro, o mesmo jornal revelou uma troca de e-mails entre Papa Massata Diack, filho de Lamine e ex-consultor de marketing da IAAF, e seis membros do COI em 2008, período em que o Catar era candidato aos Jogos de 2016 – o país foi eliminado ainda na primeira fase de avaliação. O conteúdo das mensagens mostrava um pedido para que “as parcelas fossem entregues através de um conselheiro especial em Mônaco”. Fontes do “Guardian” afirmam que tal conselheiro seria Lamine Diack.

Também em janeiro, o próprio “Guardian” havia noticiado que a candidatura de Tóquio 2020 estava sendo investigada. O relatório da comissão da Agência Mundial Antidoping (Wada), presidida pelo ex-presidente da entidade, Dick Pound, revelou que o valor de 5 milhões de dólares pode ter sido um fator determinante para que Diack e outros, membros da IAAF com direito a voto elegessem a candidatura do Japão.

A comissão independente de Pound examinou as transcrições que mostram que o dirigente senegalês mudou seu apoio, que anteriormente era para a candidatura de Istambul, após a cidade japonesa aceitar o pagamento através de verbas de patrocínios. A mesma comissão teria descoberto evidências de que altos funcionários da IAAF foram beneficiados de forma pessoal por decisões envolvendo Campeonatos Mundiais.

O relatório também cita transcrições de negociações Khalil Diack, um dos filhos do ex-presidente, e funcionários turcos em relação aos Jogos de 2020.  As investigações mostram que a Turquia perdeu o apoio por não pagar as tais verbas.

Diack foi citado como responsável por organizar e permitir o pleno funcionamento de um esquema de conspiração e corrupção, formando um círculo que funcionava como uma estrutura informal e ilegítima de governança na IAAF. O dirigente teria conhecimento pessoalmente de processos fraudulentos e da extorsão de atletas flagrados em testes antidoping, sobretudo russos.

Fonte: G1

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