COI monta quebra-cabeça para definir nova data das Olimpíadas

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A definição das novas datas para a realização das Olimpíadas de Tóquio vai acontecer apenas após um quebra-cabeça ser montado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em conjunto com os japoneses do Comitê Organizador dos Jogos. Com o adiamento do megaevento que aconteceria entre julho e agosto deste ano por conta da pandemia de coronavírus, a entidade passou a analisar prós e contras para chegar um consenso sobre o período de 2021 em que os Jogos vão acontecer.

Alguns defendem que seja no primeiro semestre e outros no meio do ano. Neste contexto, um dos aspectos considerados primordiais é a questão do calendário esportivo previamente marcado para o verão (no Hemisfério Norte) de 2021. Podem ocorrer conflitos com eventos importantes como o Mundial de Esportes Aquáticos, programado para ocorrer entre o dias 16 de julho e 1 de agosto de 2021, em Fukuoka, também no Japão, e o Mundial de atletismo, que será entre 6 e 15 de agosto do ano que vem, em Eugene, nos Estados Unidos. Além de dois Grand Slams de tênis: Wimbledon (entre julho e junho) e o Aberto dos Estados Unidos (entre agosto e setembro).

– Precisamos levar em consideração os programas de outros esportes. Temos que ver o que o mundo de atletismo e natação vão fazer. E, provavelmente, um esporte que devemos ficar bastante de olho é o tênis. Sabemos que as datas atuais dos Jogos (entre julho e agosto) se encaixam confortavelmente entre Wimbledon e o Aberto dos Estados Unidos. A avaliação dos calendários de esportes das federações internacionais é uma parte importante do quebra-cabeça – afirmou John Coates, chefe da comissão de coordenação dos Jogos Olímpicos de Tóquio e membro do Comitê Olímpico Internacional, ao jornal japonês Yomiuri Shimbun.

– Assim que virmos o que as federações querem fazer, teremos considerações práticas reais sobre a Vila, os locais de competição, a transmissão e assim por diante. Precisamos ver se podemos reter pessoas do comitê organizador, hotéis para as partes interessadas, emissão de bilhetes – emendou o cartola, também presidente do Comitê Olímpico da Austrália.

Coates citou também que o COI colocará na balança a possibilidade de os atletas fazerem a melhor preparação possível, agora em um novo ciclo de treinamentos que será determinado pela data escolhida para a remarcação das Olimpíadas de Tóquio.

– Você deve se lembrar que precisa ter uma janela para acomodar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Você também precisa garantir a melhor oportunidade para os atletas, que tiveram que interromper o treinamento. Você precisa dar a eles a oportunidade de voltar e fazer (treinamento) em um ciclo completo de preparação. Você também precisa dar tempo para que os atletas venham ao Japão para se preparar também em outras cidades fora de Tóquio – explicou o membro do COI.

Questionado se ele acha que, se os Jogos de 2021 acontecerem na mesma época do próximo ano, eles poderão contribuir para uma maior eficiência da organização, John Coates ficou em cima do muro:

– Obviamente, a decisão ainda não foi tomada. Estaríamos errados ao supor que seria bom a todos manter nas mesmas datas (que seria em 2020, em 2021) e temos que ter muito cuidado para que todos se sintam atendidos – federações, detentores dos direitos de transmissão, atletas e comitês olímpicos nacionais. Todos devem dizer o que eles pensam, o que vai funcionar melhor. Então tomaremos uma decisão.

A previsão de Tóquio 2020 era de que 11 mil atletas, de pelo menos 204 países, disputassem os Jogos, distribuídos por 33 esportes. Se não bastasse esse contingente de pessoas, o COI e o Comitê Organizador do Japão tinham por estimativa que as provas recebessem até cinco milhões de espectadores de todo o mundo, nos 43 locais de disputas.

Olimpíadas de Tóquio ainda estão sem data definida — Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha
Olimpíadas de Tóquio ainda estão sem data definida (Fotos: Reprodução)

Fonte: G1

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