Carlinhos vê turbulência superada e pede foco do São Paulo no futebol

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Nada como uma vitória para acalmar os ânimos. Depois de dias agitados, com polêmicas fora de campo, o São Paulo finalmente iniciou uma semana tranquila. Foi essa a sensação do lateral-esquerdo Carlinhos, nesta segunda-feira, depois do triunfo por 1 a 0 sobre o Rio Claro, no Pacaembu, pela quinta rodada do Campeonato Paulista.

– Foi uma semana turbulenta. Ganhamos o jogo, deu para dar uma amenizada na situação – disse o jogador, que atuou no lugar do poupado Michel Bastos (que treinou entre os reservas esta manhã) e foi quem cobrou a falta para Rodrigo Caio anotar, de cabeça, o gol.

– Existem coisas que saem (na imprensa), coisas que não saem. Deu no que deu. Mas diretor já falou, jogador já falou. Temos que deixar isso para trás e retomar nossa caminhada. Quarta-feira já tem jogo. Temos que pensar mais dentro de campo.

A crise foi motivada por problemas que vieram de uma só vez, dentro e fora de campo. Derrotas duras (no clássico contra o Corinthians e na estreia da fase de grupos da Libertadores, contra o The Strongest), críticas públicas do assessor da presidência do clube, atraso no pagamento de direitos de imagem do elenco…

– Isso já vem de algum tempo. Qualquer coisinha, tanto para o lado positivo quanto negativo, se torna muito grande aqui. Pela parte de todo mundo, teria que ter um pouco mais de esforço para segurar algumas coisas e proteger o próprio clube. Acaba atrapalhando. Você passa por dois, três dias esperando um jogo para tentar ganhar e amenizar a situação – cutucou Carlinhos.

Ao menos agora, a espera até o próximo compromisso promete ser mais tranquila. Terceiro colocado do Grupo C do Campeonato Paulista, abaixo de Ferroviária e Audax (que têm um jogo a mais), o São Paulo volta a campo às 19h30 (de Brasília) desta quarta-feira, diante do Novorizontino, no Pacaembu.

Veja abaixo os principais tópicos da entrevista coletiva de Carlinhos:

Ganhou a vaga de Michel Bastos?

– Deixo isso com o Patón.

Clima quente

– Foi uma semana turbulenta. Mas estava esperando minha oportunidade, independentemente da posição. Surgiu ali. Tenho muito a apresentar, foi só meu segundo jogo no ano, iniciando. Ritmo de jogo, condição física… Mas deu para apresentar bom futebol. E ganhamos o jogo, para dar uma amenizada na situação.

Volta de Michel Bastos

– Só temos a ganhar. É um jogador excepcional, que sempre nos ajudou. Patón já disse que ele vai jogar. Deixei minha contribuição em campo, fica com ele a escalação do campo.

Curinga

– Agradeço muito ao Osorio. Ele acabou abrindo um leque muito grande na minha carreira, me testando em várias posições. Ele estava buscando alternativas. As pessoas questionavam, e as coisas foram acontecendo. Hoje posso exercer funções.

Crise

– Só acho que algumas coisas, às vezes até pequenas, se tornaram muito grandes. O São Paulo é muito grande. Saíram reuniões, conversas, que se tornam uma turbulência muito grande. O São Paulo, neste ponto, merece ser um pouco mais blindado em relação a isso. Acaba evitando situações assim.  Isso já vem de algum tempo. Qualquer coisinha, tanto para o lado positivo quanto negativo, se torna muito grande. Pela parte de todo mundo, teria que ter um pouco mais de esforço para segurar algumas coisas e proteger o próprio clube. Acaba atrapalhando. Você passa por dois, três dias esperando um jogo para tentar ganhar e amenizar a situação

Roupa suja se lava em casa

– Todo lugar tem que ter reunião, conversa, ver o que está certo, errado. E fica em casa. Volto a repetir: temos que nos blindar mais. Não só os jogadores, mas o clube em si, todo o São Paulo. Você abre espaço para opiniões de um lado, de outro. É evitar que aconteça o que surgiu durante os últimos dias. Eram situações reais, mas poderiam ser evitadas.

Polêmica com o assessor de Leco

– Aí é um assessor. Ele expôs a opinião dele, tudo bem. Teve uma expressão maior, porque é assessor da presidência. Se for em redes sociais, tem um monte de gente falando mal, também falando bem. (A imprensa) Deu ênfase maior por ele ser assessor da presidência. Momentos de tristeza e raiva, todos temos. Já pensou se cada um começar a se expressar? Todos erram. Ficar chateado, a gente entende. Mas tem a maneira certa para se fazer a cobrança. O principal de tudo: o respeito. Em momento algum, você pode desrespeitar a pessoa, ainda mais da forma que foi.

Resultados

– Até o clássico, as coisas estavam caminhando. O time está passando por um processo, com novo treinador. Aconteceu de perder o clássico e, logo em seguida, o jogo da Libertadores. Coincidiu com o momento. Mas todo lugar tem esse tipo de situação.

Atrasos nos direitos de imagem

– Existem reuniões para acertar alguma coisa. Tem coisas que saem (na imprensa), tem coisas que não saem. Deu no que deu. Mas diretor já falou, jogador já falou. Temos de deixar isso para trás e retomar nossa caminhada. Quarta-feira já tem jogo. Temos de pensar mais dentro de campo.

Comemoração de Rodrigo Caio foi resposta às críticas?

– Primeiramente, foi pelo trabalho que foi feito aqui. Muita jogada ensaiada. O Patón sempre pedindo a bola ali, que os jogadores fossem ao encontro da bola. Hoje, bola parada acaba decidindo um jogo desse. É muito difícil jogar contra uma equipe com 10 atrás. Bola parada resolve, como resolveu Depois do gol, vem o desabafo. Você fica próximo da vitória, era o que a gente estava buscando no momento. Aquela pressão toda, e só o gol para aliviar aquilo. Achei muito interessante. Foi um abraço no Lucão. Mostra que o grupo segue unido. Dentro de campo, temos que nos doar. Ninguém tem que ficar convidando para almoçar em casa, mas aqui tem que se doar no trabalho.

Ainda sobre as críticas do assessor da presidência

– É lógico que você quer extravasar, expor sua opinião, mesmo nos momentos de raiva e tristeza. A gente entende esse lado, mas, por trabalhar junto, não pegou bem. Espero que isso possa ter sido deixado para trás. Que as coisas possam andar melhor. Que não aconteça mais. São pais de família, com filho na escola. Todo o mundo lê. Como fica isso?

As críticas a Centurión

– Vamos dar força, incentivá-lo. Em alguns momentos dentro do campo, não podemos fazer nada. É ele, entendeu? Ele tem respaldo da comissão, dos jogadores. O Bauza está dando essa sequência. Nossa torcida é para que ele desencante e possa fazer aquilo que o Bauza tanto espera dele. Só que, dentro de campo, é com ele. A cada partida fica a esperança.

Próximos jogos do Paulistão

– Os jogos até a partida contra o River Plate são importantes. Em todos os campeonatos, você joga contra equipes inferiores. Não tem só Barcelona e Real Madrid, Chelsea. Contra esses adversários, você adquire certa forma de jogar. Às vezes, atacante precisa de gol para adquirir confiança. E é um campeonato que o São Paulo não ganha há muitos anos.

Se Ceni estivesse no grupo, seria diferente?

– Não sei, é difícil falar de uma pessoa que não está aqui. Mas, de alguma forma, ele iria se pronunciar para que as coisas se tornassem diferentes.

Quem será o capitão?

– Começou o Michel. O Hudson também já foi. Agora o Denis. Não sei como vai ser isso aí. Vou deixar essa questão para o Bauza.

O que espera de 2016?

– Em relação a eu não ser titular neste ano, entendo, porque no ano passado tive muitas lesões. Isso gerou certa desconfiança, por isso houve contratações. As coisas vêm dando certo, fiz uma pré-temporada muito boa. Venho treinando. Por causa disso, saio um pouco atrás. Tenho certeza de que com atuações como a de ontem e não tendo lesão, o ano será diferente.

Quem será o líder do elenco?

– Cada um pode ser um pouco. Lógico que, para fora, tem a imagem para o torcedor. Mas, dentro do grupo, cada um fala um pouco. Tem o momento certo de falar. O Lugano chegou, começou a nova trajetória dele. Mas todos vêm tentando suprir isso de alguma forma. No decorrer dos jogos, tendo Lugano em campo, naturalmente isso vai cair com ele.

Fonte: G1

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