Atrasos em pagamentos motivaram pacto de silêncio no São Paulo

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Os jogadores do São Paulo fizeram um pacto de silêncio nos últimos dias em resposta ao atraso de dois meses no pagamento de direitos de imagem. Os atletas não deram entrevista na saída do gramado, durante a derrota por 1 a 0 para o The Strongest, no Pacaembu, pela Libertadores. A informação foi divulgada pelo site da “Espn” e confirmada pelo GloboEsporte.com.

Alguns jogadores ficaram incomodados principalmente depois de o São Paulo atrasar os direitos de imagem e gastar dinheiro para contratação de reforços. Kieza, por exemplo, custará US$ 1 milhão (R$ 4 milhões).

O acordo de silêncio foi prévio ao jogo de quarta-feira e seria aplicado independentemente de vitória ou derrota. A esperança, obviamente, era de que o time vencesse o The Strongest, mas a derrota deu início a uma crise.

Na terça-feira, dia anterior ao confronto com o The Strongest, a previsão era de que Hudson desse entrevista coletiva no Pacaembu. Mas por conta do acordo entre os jogadores, o técnico Edgardo Bauza foi o entrevistado.

Depois do jogo diante dos bolivianos, atletas como Calleri e Diego Lugano, entre outros, conversaram com os jornalistas, o que dividiu os jogadores por conta do acordo de silêncio. Na quinta-feira, o reforço Maicon foi apresentado e nesta sexta Lugano falou com a imprensa. Esses dois últimos não fizeram parte do movimento.

– Realmente houve um movimento dentro do vestiário com alguns querendo fazer uma greve de silêncio, outros querendo ter um pouco mais de calma, porque sabiam que no fim iríamos pagar. Esse atraso independe da nossa vontade. Acabou se ajustando entre eles, mas houve realmente uma discussão entre parte do grupo, querendo não falar com a imprensa, outra achando que não era esse o caminho – disse o vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, à Rádio Transamérica, no fim da tarde desta sexta-feira.

Guerrero admite que os atrasos, que vêm desde o ano passado, deixam o clima ruim no elenco, mas crê que tudo estará superado na próxima semana.

– O São Paulo viveu o ano passado alguns atrasos, que não deveriam ter acontecido. Isso cria sempre um clima ruim, todas as vezes que não se cumpre o pagamento aos funcionários. Qualquer empresa, não só no futebol, tem obrigação de ter os salários em dia.Temos uma verba grande para receber na semana que vem. Através disso, vamos deixar perfeitamente em dia a situação dos jogadores. Já combinei com o presidente e o diretor financeiro que vamos ter uma reserva e, neste ano, não haverá nenhum atraso de salário, imagem e gratificação – prometeu.

Nos bastidores, há relatos de que as premiações pela classificação para a Taça Libertadores, como quarto colocado do Brasileirão de 2015, estariam atrasadas. Mas dirigentes do Tricolor afirmam que esse débito foi quitado no último sábado. O pagamento dos prêmios pela eliminação ao César Vallejo, do Peru, na primeira fase da competição continental, não foi feito.

O Tricolor paga os jogadores sempre no dia 10. Os débitos de dezembro, vencidos em 10 de janeiro, começaram a ser feitos na última quinta-feira e serão acertados aos poucos. O atraso do mês de janeiro, vencido no dia 10 de fevereiro, será quitado com as luvas (prêmio por assinatura de contrato) que o São Paulo receberá quando fechar o próximo acordo de televisionamento de seus jogos, provavelmente na próxima semana. A preferência é por essa opção, em vez de pegar um empréstimo com juros maior em um banco.

Jogadores e diretoria mantêm conversas sobre o problema e negociam uma solução. Apesar disso, o clube não crê que o atraso tenha influenciado os resultados negativos recentes, contra The Strongest e Corinthians (derrota por 2 a 0 na Arena, pelo Paulistão). Procurado, o São Paulo disse que não se manifestará.

Fonte: G1

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