Após críticas de Lewis Hamilton e da F1, Bernie Ecclestone rebate: “Não tenho culpa se sou branco”

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Bernie Ecclestone, 89 anos, foi criticado recentemente por seus comentários sobre racismo e diversidade. Em uma entrevista à CNN, ele disse que, em muitos casos, “negros são mais racistas do que os brancos”. A F1 se posicionou de forma contrária, e o multicampeão Lewis Hamilton repudiou a fala em tom mais forte. Só que o ex-detentor dos direitos da Fórmula 1 voltou a falar sobre o assunto de forma controversa em uma conversa com Jonathan McEvoy, colunista do periódico britânico “The Daily Mail”, neste domingo.

“Não é minha culpa que sou branco, ou que sou um pouco mais baixo que outro homem. (…) As pessoas negras precisam apoiar umas às outras”

Ecclestone defendeu sua reputação como alguém para quem a “raça não tem importância”, mas acrescentando que “de repente virou moda falar sobre diversidade”. Para sustentar sua linha de pensamento, ele deu uma explicação um tanto quanto polêmica, citando uma parceria de negócios que faria com o pai de Hamilton e dizendo que vê o piloto apenas como Lewis, não como “qualquer outra coisa”.

– Eu não sou anti-negros. Pelo contrário. Eu sempre fui muito a favor. Aliás, o pai de Lewis (Hamilton) queria entrar nos negócios comigo. Ele fez algumas boas máquinas de remo. Eu nunca teria considerado se fosse anti-negro. Se o projeto estivesse certo, eu teria feito. Ao longo dos anos, eu conheci muitas pessoas brancas que não gostei, mas nunca uma pessoa negra que não gostei. Fui assaltado algumas vezes, uma vez por três negros. Acabei no hospital, mas mesmo depois disso nunca fui contra ninguém que fosse negro. Não penso em Lewis como negro ou qualquer outra coisa. Ele é apenas Lewis para mim – falou.

E ele continuou:

– Se uma pessoa negra ou uma pessoa branca forem recusados para um trabalho, você precisa perguntar o motivo. Foi por causa da cor de sua pele, ou foi porque eles não estavam à altura do trabalho? Isso é o que eu estou falando. As pessoas vão nessas marchas, organizadas por “quase-marxistas” que querem derrubar a polícia, o que seria um desastre para o país. Se você perguntasse à maioria deles o que exatamente eles estavam protestando, provavelmente não saberiam.

Recentemente, protestos começaram nos Estados Unidos e se espalharam ao redor do planeta como uma resposta ao assassinato brutal de George Floyd, ex-segurança negro de 46 anos que estava desarmado, por um policial chamado Derek Chauvin em Mineápolis. Os manifestantes protestavam contra a brutalidade da polícia e a desigualdade racial.

– Não é minha culpa que sou branco, ou que sou um pouco mais baixo que outro homem. Eu era chamado de Titch (algo como pessoa pequena) na escola. Eu descobri que era uma coisa com a qual precisava lidar. As pessoas negras precisam apoiar umas às outras. (O ex-chefe da McLaren) Ron Dennis não ficou no caminho de Lewis quando menino. Ele cuidava dele. Willy T. (Ribbs) foi o primeiro homem negro a dirigir um carro de F1, para mim, nos anos setenta. Quando perdi minha habilitação, eu tinha um motorista negro, não porque ele era negro, porque eu não ligava se era negro ou branco. Agora é meio que moda falar sobre diversidade.

Lewis Hamilton em protesto em Londres Fórmula 1 — Foto: Daniel “Spinz” Forrest
Lewis Hamilton em protesto em Londres Fórmula 1 (Fotos: Reprodução)

A afirmação da Fórmula 1 de que Ecclestone havia perdido seu status de “Presidente Emérito” foi aparentemente uma novidade para ele, que advertiu os chefes da categoria contra qualquer tentativa de tentar bani-lo de GPs no futuro.

– Eu não os aconselharia a fazer isso. Eles podem tentar na Rússia (onde Ecclestone tem um relacionamento pessoal próximo com Vladimir Putin).

Após comprar a equipe Brabham, em 1971, Bernie Ecclestone ganhou força na Fórmula 1 como chefe da Associação das Equipes (Foca). Negociador implacável, passou a controlar os contratos comerciais das escuderias e, depois, da própria F1. Deixou o comando da categoria em 2017 após a venda da F1 para a Liberty Media, grupo americano.

Casado com a brasileira Fabiana Flosi, que está grávida, Ecclestone será pai de um menino. O ex-dirigente completará 90 anos no dia 28 de outubro.

Fonte: G1

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