29 de janeiro, 2026

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Entenda como você pode lesionar o menisco treinando sem perceber

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Descubra hábitos comuns no treino que podem machucar o menisco sem alarde e veja como reduzir o risco com ajustes simples na rotina.

Você pode estar treinando com disciplina e, ainda assim, irritar ou lesionar o menisco sem perceber. Isso costuma acontecer quando o joelho recebe torções repetidas, impactos mal distribuídos ou cargas acima do que a técnica aguenta. O problema é que, no começo, o corpo tenta compensar e a dor pode ser fraca, aparecer só depois ou sumir no dia seguinte.

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O menisco funciona como um amortecedor dentro do joelho. Ele ajuda a distribuir o peso, dá estabilidade e protege a cartilagem.

Quando você força o joelho em posições ruins, como girar com o pé preso no chão, esse amortecedor é pressionado e pode sofrer pequenas fissuras. Com o tempo, essas microagressões viram uma lesão maior.

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Nem toda lesão no menisco começa com um estalo ou uma dor forte. Em muita gente, o aviso é sutil: incômodo ao agachar, sensação de areia no joelho, travadinhas leves ou inchaço discreto no fim do dia.

Por isso, entender como o treino machuca o menisco é importante para ajustar a rotina antes de virar uma pausa forçada.

O que é o menisco e por que ele sofre no treino

O joelho tem dois meniscos, um do lado de dentro e outro do lado de fora. Eles são como “almofadas” firmes, feitas para aguentar pressão. Só que eles não gostam de torção com peso. Quando o joelho gira enquanto está carregando carga, o menisco pode ser esmagado entre o fêmur e a tíbia.

No treino, isso acontece mais do que parece. Mudanças rápidas de direção, agachamentos com joelho “entrando”, saltos com aterrissagem torta e até exercícios simples feitos com pressa podem criar o cenário perfeito para o menisco sofrer.

O risco aumenta quando a pessoa treina cansada e começa a perder o controle do movimento.

Erros comuns que podem lesionar o menisco sem alarde

Alguns hábitos são campeões em irritar o joelho. O primeiro é girar o corpo com o pé preso no chão, como quando você vira rápido para pegar um halter ou troca de estação na academia. Esse giro, mesmo pequeno, com carga no corpo, pode forçar o menisco.

Outro erro comum é agachar com o joelho apontando para dentro. Isso costuma acontecer quando o quadril está fraco ou quando a pessoa tenta descer rápido para “render mais”. A posição coloca pressão desigual no joelho. Se isso vira rotina, o menisco paga a conta.

Tem também o excesso de profundidade sem preparo. Descer muito no agachamento não é errado por si só, mas exige mobilidade, controle e força. Quando a pessoa desce mais do que consegue controlar, o joelho busca estabilidade sozinho, e o menisco pode ser comprimido.

Treinar com dor leve e ignorar sinais pequenos

Para Dr. Ulbiramar Correia, médico ortopedista de joelho em Goiânia, um erro que parece inofensivo é continuar treinando com um incômodo “suportável”. Muita gente pensa: se não está doendo muito, não é nada. Só que o joelho pode estar inflamando por dentro, e o menisco pode estar sendo irritado a cada repetição.

O corpo avisa em detalhes. Um joelho que incha depois do treino, mesmo sem dor forte, merece atenção. Dor ao agachar e levantar, sensação de travar ao dobrar a perna ou desconforto ao descer escadas também são sinais comuns. Ignorar isso e manter carga alta pode piorar o quadro.

Exercícios e situações que costumam aumentar o risco

Agachamento pesado com técnica ruim é um dos principais. O problema geralmente não é o exercício, e sim o jeito de fazer. Quando o joelho colapsa para dentro, quando o calcanhar levanta, quando a coluna perde firmeza e o corpo “despenca”, o joelho recebe uma pressão que não deveria.

Saltos e pliometrias também exigem cuidado. A aterrissagem manda o recado. Se você cai com o joelho torto, com o tronco descompensado ou com o pé virando para dentro, o menisco pode sofrer. Isso vale para corrida com mudança de direção, esportes com giro e até escada com pressa.

Outro cenário é o treino quando você está muito cansado. Cansaço muda a coordenação. O movimento fica “solto” e a chance de torção aumenta. O menisco não gosta de surpresa, e o joelho cansado dá mais espaço para ela acontecer.

O que fazer se o joelho começou a incomodar

Reduza a carga e evite movimentos que dão dor por alguns dias. Troque exercícios que exigem muita flexão profunda por variações mais confortáveis. Evite torções, mudanças bruscas de direção e saltos até entender o que está acontecendo.

Observe o padrão do desconforto. Ele aparece durante o treino ou depois? O joelho incha? Tem sensação de travar? Essas informações ajudam muito em uma avaliação, inclusive para diferenciar situações que podem evoluir e, em casos mais graves, levar a uma cirurgia de LCA e menisco. Se a dor persistir, piorar ou limitar sua rotina, procure um profissional de saúde para orientar o próximo passo.

Como ajustar o treino para proteger o menisco

O primeiro passo é cuidar da técnica. Treino bom é treino bem feito. Reduzir a carga por um tempo para acertar o movimento pode evitar semanas parado depois. Se o joelho entra para dentro no agachamento, vale trabalhar controle do quadril e usar variações mais seguras até estabilizar.

O segundo passo é respeitar progressão. Aumentar peso e volume de uma vez só é um convite para sobrecarga. Subir carga aos poucos e manter dias mais leves ajuda o joelho a se adaptar. Treino não é prova de coragem, é construção de rotina.

O terceiro passo é observar o pé e a base. Pés bem apoiados e alinhados ajudam o joelho a seguir o caminho certo. Em muitos casos, só ajustar a posição do pé e reduzir a velocidade do movimento já muda a sensação no joelho.

Fortalecimentos que costumam ajudar no dia a dia

Fortalecer o quadríceps é importante, mas não é só isso. Glúteos e músculos do quadril ajudam a controlar o joelho. Quando o quadril é fraco, o joelho tende a “cair” para dentro. Exercícios como ponte, abdução de quadril e variações de agachamento com foco em controle podem ajudar.

Trabalhar posterior de coxa também é útil. Ele ajuda na estabilidade do joelho durante movimentos de flexão e extensão. Um corpo equilibrado protege mais do que um corpo forte só em um lado.

Outro ponto é treinar controle, não só força. Movimentos lentos, com pausa e boa postura, ensinam o corpo a se posicionar. Isso reduz torções inesperadas e melhora a confiança no movimento.

Quando desconfiar de lesão no menisco

Alguns sinais merecem atenção rápida. Dor localizada dentro do joelho que piora ao agachar, sensação de travar ao dobrar, estalos acompanhados de incômodo e inchaço que aparece depois do treino são pistas comuns. Dificuldade para esticar totalmente o joelho também pode acontecer.

Se o joelho começou a falhar em tarefas simples, como descer escadas, levantar do sofá ou caminhar em ritmo mais rápido, vale investigar. Quanto mais cedo você ajusta o treino e busca avaliação dos melhores ortopedistas, maior a chance de resolver sem virar um problema longo.

Como voltar a treinar com mais segurança

Voltar bem é voltar com calma. Recomece com exercícios que não provocam dor e que permitem controle. Aumente carga de forma gradual e mantenha atenção na técnica. Um retorno apressado costuma reabrir o problema.

Use o treino a seu favor. Ele pode ser parte da recuperação quando é bem planejado. Ajustar o que estava errado, fortalecer o que estava fraco e respeitar o tempo do corpo é o caminho para reduzir o risco de machucar o menisco de novo.

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