17 de julho, 2024

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Entenda como brasileiro condenado à prisão perpétua fugiu da cadeia nos EUA

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A fuga do brasileiro Danilo Sousa Cavalcante, de 34 anos, de uma prisão do Condado de Chester, na Pensilvânia, tem mobilizado autoridades americanas desde a manhã de quinta-feira. O homem é acusado de matar a maranhense Débora Brandão com 38 facadas, na frente dos filhos dela, em abril de 2021. O crime aconteceu na cidade de Phoenixville, e Cavalcante foi condenado à pena perpétua há pouco mais de uma semana.

Acusado de matar a namorada em abril de 2021, Danilo Sousa Cavalcante foi condenado há pouco mais de uma semana (Foto: Divulgação/Departamento de Polícia de Chester)

Como fugiu?

Eram 8h50 desta quinta-feira, aproximadamente, quando funcionários da Prisão de Chesco perceberam a fuga de Danilo Cavalcante. Segundo o diretor interino da unidade, Howard Holland, ele deixou o local sem cortar nenhuma cerca.

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Ele usava o uniforme da prisão no momento da fuga: uma blusa branca e calça verde. No entanto, teria sido visto pela última vez caminhando pela Wawaset Road, em Pocopson Township, por volta das 9h40, vestindo uma camiseta branca, shorts cinza e tênis branco. Segundo as autoridades, ele trocou de roupa.

A recompensa oferecida pela Promotoria Distrital do Condado de Chester por informações que levem à prisao de Cavalcante é de 10 mil dólares, o equivalente a aproximadamente R$ 49 mil. O valor de recompensa é combinado entre 5 mil dólares oferecidos pelos comissários do condado de Chester e outros 5 mil dólares dos agentes federais envolvidos na busca.

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Governo norte-americano divulgou cartaz indicando recompensa por informações por brasileiro fugitivo (Foto: Chester County Government)

Quem é Danilo Sousa Cavalcante?

Procurado por policiais do condado de Chester e pela Polícia Estadual da Pensilvânia, o brasileiro é considerado um homem extremamente perigoso. Segundo a polícia, ele fala português e espanhol e um pouco de inglês.

Danilo é descrito pelas autoridades americanas como um homem de pele clara, 1,70 m de altura e menos de 55 kg. Seus cabelos são pretos, encaracolados, e os olhos são castanhos. Segudo a polícia dos Estados Unidos, Danilo também tem mandado de prisão por um assassinato ocorrido em 2017, no Tocantins. Ele é réu em um caso de homicídio em que um homem, Valter Júnior Moreira dos Reis, foi morto a tiros em uma praça em Figueirópolis.

O crime contra a namorada, que o levou à condenação, teria ocorrido porque o brasileiro não aceitava o fim do relacionamento com Débora e a ameaçava. Segundo a NBC Philadelphia, a condenação não tem chance de liberdade condicional. Ainda segundo as investigações, Danilo não aceitava o fim do relacionamento e, desde 2020, ameaçava Débora. Ele foi preso pela polícia americana no estado da Virgínia, 1h30 após o assassinato.

Promotora distrital do condado de Chester, Deb Ryan diz que Danilo Cavalcante e a vítima, Débora Brandão, namoraram por cerca de um ano e meio. Durante esse período, a mulher teria vivido diversos episódios de violência doméstica. À rede de TV americana CBS, a promotora disse que a família tentou ajudá-lo após o crime.

— Ele a esfaqueou fatalmente 38 vezes, em plena luz do dia, na frente de seus filhos de 4 e 7 anos. Depois, escapou e foi ajudado por familiares e amigos. A Polícia do Estado da Virgínia conseguiu prendê-lo mais tarde, no mesmo dia. Os detetives do condado de Chester conseguiram rastreá-lo e recuperaram a arma do crime — explica Ryan.

Danilo Sousa Cavalcante não aceitava o fim do relacionamento com Débora Evangelista Brandão (Foto: Montagem/g1)

Ajuda de familiares e amigos

Devido ao histórico, a possibilidade de parentes e amigos estarem ajudando Danilo a se esconder mais uma vez preocupa os investigadores. Em coletiva, a promotora do condado diz que esse é um fator considerado na busca, e diz que as autoridades já estão em contato com pessoas próximas a ele.

— Isso é absolutamente uma preocupação. Se houver familiares ou amigos que estejam ativamente envolvidos em ajudá-lo neste momento, eles também serão processados. Esperamos que eles cooperem com as autoridades. As autoridades estão em contato com eles — explica a promotora.

Cavalcante tem família em Phoenixville, e, segundo a Deb Ryan, a família da vítima também está na região.

— Sua depravação não tem limites. Este é alguém que não tem nada a perder.

Fonte: Extra

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