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A Embraer fez uma demonstração de voo do “carro voador” durante o evento de apresentação do caça F-39E Gripen, nesta quarta-feira (25), em Gavião Peixoto (SP).
A cerimônia, realizada no aeródromo da Embraer, reuniu o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e outras autoridades para marcar a apresentação do primeiro caça supersônico produzido no Brasil. A aeronave, desenvolvida pela sueca Saab, conta com sistemas avançados de combate e alta capacidade de operação em diferentes cenários.
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Também participaram do evento a embaixadora da Suécia no Brasil, Karin Wallensteen; o ministro da Defesa, José Múcio; o comandante da Força Aérea Brasileira, tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno; além de executivos das empresas envolvidas, como Micael Johansson, CEO da Saab, e Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer.
Durante a programação, a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, apresentou o protótipo do chamado “carro voador”, que ainda depende de certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para começar a operar.
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Veja o vídeo.
Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o projeto dos eVTOL (veículos elétricos de pouso e decolagem vertical) já recebeu mais de 2,9 mil pedidos de reserva em 13 países, com potencial de US$ 14,5 bilhões em receita.
O banco já aprovou R$ 1,2 bilhão para apoiar a empresa em diferentes fases do desenvolvimento do eVTOL, desde 2023. A expectativa é produzir até 480 aeronaves por ano.

Operação prevista para 2027
Os eVTOLs são produzidos em Taubaté (SP), em uma planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. Os veículos continuam em fase de testes e devem entrar em operação em 2027.
O modelo tem capacidade para cinco pessoas (quatro passageiros e um piloto) e autonomia de 100 quilômetros, o que permite cobrir trajetos urbanos curtos, como conexões entre cidades e centros comerciais, por exemplo.
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A Eve prevê iniciar as entregas dos eVTOLs em 2027, mesmo ano em que pretende começar as operações comerciais com os veículos elétricos de decolagem e pouso vertical.
A projeção da empresa é a de que a frota mundial de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045. A expectativa é que mais de 3 bilhões de passageiros sejam transportados nesse período.
A empresa também estima que a operação e venda dos eVTOLs podem gerar receita de US$ 280 bilhões (mais de R$ 1,5 trilhão) até 2045.
Fonte: G1