Em sua primeira viagem internacional como presidente, Biden chega à Europa e discursa que os ‘EUA voltaram’

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“Os Estados Unidos voltaram”, discursou nesta quarta-feira (9) o presidente americano, Joe Biden, ao chegar ao Reino Unido, primeira escala de sua viagem à Europa, após a divulgação de que seus país irá doar 500 milhões de vacinas Pfizer a outras nações.

“Vamos deixar claro que os Estados Unidos estão de volta e que as democracias do mundo estão unidas para enfrentar os desafios mais difíceis”, declarou Biden em um discurso às tropas americanas estacionadas na base aérea britânica de Mildenhall, onde o avião presidencial Força Aérea Um pouso momentos antes vindo de Washington.

Fazendo uma defesa firme da democracia em relação à autocracia, e um apelo ao consenso e à colaboração, Biden afirmou que está “empenhado em liderar com força, defendendo os nossos valores e respeitando o nosso povo”.

O presidente americano alertou a Rússia de que, embora os Estados Unidos não busquem o conflito, responderão com firmeza a qualquer tipo de ataque. O destaque dessa primeira viagem de Biden será uma reunião em Genebra com o presidente russo, Vladimir Putin, prevista para o dia 16.

Mas, antes, ele tem uma reunião bilateral nesta quinta-feira com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, antes de participar de sexta a domingo da cúpula do G7 na Cornualha, no sudoeste da Inglaterra, onde as mudanças climáticas e a pandemia de covid-19 serão algumas das prioridades debatidas.

Segundo o “New York Times” e o “Washington Post”, Biden deve anunciar no evento que os Estados Unidos irão comprar 500 milhões de doses da vacina Pfizer para distribuí-las a outros países.

Muito criticada pelo atraso no compartilhamento de vacinas com o mundo, a Casa Branca tenta, agora, assumir a dianteira na questão. “Os Estados Unidos se comprometeram a trabalhar na imunização internacional com o mesmo senso de urgência demonstrado em casa”, afirmou Biden.

Rainha e Putin

No domingo, após a reunião do G7, Biden será recebido pela rainha Elizabeth II no castelo de Windsor. Ele seguirá depois para a Bélgica, onde terá vários encontros bilaterais.

“Minha viagem à Europa é uma oportunidade para que os Estados Unidos mobilizem as democracias do mundo”, declarou Biden, que repete desde sua posse que os “Estados Unidos estão de volta” (“America is back”) e pretende ter uma participação ativa na esfera internacional.

Após o mandato de Donald Trump, no entanto, os aliados “receberão as palavras tranquilizadoras com um pouco de ceticismo”, destaca Suzanne Maloney, do centro de estudos Brookings, com sede em Washington. “A vontade de Biden de reconectar com eles terá que superar não apenas as cicatrizes dos últimos quatro anos, mas também as perguntas sobre a saúde da democracia americana”, escreveu.

Fonte: Yahoo!

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