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Uma gigantesca “tampa” de ar quente estacionada sobre os Estados Unidos deve levar temperaturas extremas aos jogos das fases eliminatórias da Copa do Mundo nesta semana. O fenômeno, conhecido como domo de calor, ocorre quando uma área persistente de alta pressão aprisiona o ar quente próximo à superfície, impedindo sua dispersão e intensificando o calor por vários dias.
Com sensação térmica entre 40°C e 46°C em partes do Centro-Oeste e da Costa Leste, o episódio coloca em alerta cidades que recebem partidas do torneio, como Kansas City, Filadélfia, East Rutherford (Nova Jersey) e Toronto. Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, mais de 100 recordes de temperatura máxima podem ser quebrados até o fim de semana.
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A previsão reacende o debate sobre os impactos da crise climática, associada à queima massiva de combustíveis fósseis, nos grandes eventos esportivos. A FIFA já prevê pausas obrigatórias para hidratação durante as partidas, enquanto autoridades locais reforçam planos de proteção contra o calor para torcedores e trabalhadores.
Embora estádios como os de Atlanta, Dallas e Houston contem com teto retrátil e climatização, especialistas alertam que o maior risco pode estar fora das arenas. Longas caminhadas sob o sol, filas e a exposição prolongada ao calor intenso aumentam a possibilidade de desidratação e exaustão térmica.
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Meteorologistas afirmam que o calor persistirá inclusive durante a noite, dificultando o resfriamento do organismo e elevando os riscos à saúde. Em Nova York, que recebe torcedores para um jogo em Nova Jersey, a expectativa é de registrar as temperaturas mais altas para este período desde 2013.

Fonte: Um Só Planeta