Dólar volta a subir, ainda de olho no Reino Unido

O dólar voltou a fechar em alta nesta segunda-feira (27), voltando a se aproximar de R$ 3,40, com investidores preferindo estratégias defensivas após o Reino Unido decidir deixar a União Europeia (UE), mas reagindo bem à possibilidade de estímulos econômicos no resto do mundo e adotando algum otimismo com o Brasil, segundo a agência Reuters.

A moeda norte-americana subiu 0,44%, a R$ 3,3946 na venda.

No acumulado no mês de junho, o dólar tem queda de 6,03%. No ano, a divisa caiu 14,02% frente ao real.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h10, alta de 0,62%, a R$ 3,4007

Às 10h, alta de 0,49%, a R$ 3,3965

Às 10h40, alta de 0,09%, a R$ 3,3828

Às 11h30, alta de 0,55%, a R$ 3,3979

Às 12h19, alta de 0,56%, a R$ 3,3987

Às 13h, alta de 0,71%, a R$ 3,4039

Às 13h50, alta de 1,02%, a R$ 3,4142

Às 14h09, alta de 0,82%, a R$ 3,4075

Às 15h, alta de 0,72%, a R$ 3,4035

Às 16h, alta de 0,51%, a R$ 3,3971

“Passou o susto com o primeiro impacto (da saída britânica da UE), mas o mercado continua preocupado. As consequências dessa decisão para o mundo ainda são muito incertas”, disse à Reuters o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Corrêa.

Operadores temem que a decisão britânica afete o a confiança de investidores estrangeiros e prejudique a recuperação econômica global, atingindo países emergentes como o Brasil.

Por outro lado, analistas ressaltam que os laços comerciais entre a América Latina e o Reino Unido são pequenos e que as turbulências podem servir de gatilho para novos estímulos em todo o mundo.

Vários bancos centrais em todo o mundo vieram a público na sexta-feira para garantir que estão prontos para agir, inclusive o brasileiro. Alguns operadores acreditam que mesmo o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode decidir esperar mais para elevar os juros.

“(A saída britânica) pode ser catastrófica ou pode ser um evento relativamente passageiro. Depende de como for a resposta dos bancos centrais, de como for a transição institucional”, afirmou o operador de uma corretora internacional à Reuters.

No Brasil

Segundo a Reuters, investidores continuam adotando postura de otimismo cauteloso sobre o governo do presidente em exercício, Michel Temer, o que contribuía para trazer algum alívio à moeda norte-americana.

No curto prazo, operadores ressaltavam a participação do novo presidente do BC, Ilan Goldfajn, na divulgação do Relatório Trimestral de Inflação na terça-feira como o principal evento econômico desta semana.

Além de dar pistas sobre quando pretende começar a reduzir os juros básicos, hoje em 14,25%, Ilan pode oferecer mais informações sobre qual será sua postura em relação à intervenção cambial. Na sexta-feira, o BC afirmou que, se necessário, tomará medidas para manter o funcionamento normal dos mercados.

Fonte: G1

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