Dólar fecha em queda nesta quinta-feira

O dólar teve mais um dia de queda em relação ao real nesta quinta-feira (2), voltando a caminhar na direção do nível de R$ 3,10. A moeda operou em sintonia com o comportamento da moeda no exterior diante da falta de sinalização do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, sobre um novo aumento da taxa de juros no país, destaca a Reuters.

A moeda norte-americana caiu 0,89%, a R$ 3,1219 na venda. No ano, o dólar já acumula queda de 3,93% em relação ao real. Nos dois primeiros dias de fevereiro, a moeda dos EUA recuou 0,92%.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h09, queda de 1,09%, a R$ 3,1155

Às 9h49, queda de 0,78%, a R$ 3,1252

Às 10h29, queda de 0,88%, a R$ 3,1221

Às 11h, queda de 1,21%, a R$ 3,1116

Às 11h59, queda de 1,14%, a R$ 3,1140

Às 13h09, queda de 0,85%, a R$ 3,1230

Às 13h39, queda de 0,68%, a R$ 3,1285

Às 14h49, queda de 0,8%, a R$ 3,1249

Às 15h39, queda de 0,92%, a R$ 3,1209

Às 16h39, queda de 0,86%, a R$ 3,1228

O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real.

“Hoje é Fed. O banco central norte-americano só sinalizou gradualismo, não sinalizou nenhum aperto (alta) em março. Ele até pode fazê-lo, mas tem quase dois meses para se decidir”, avaliou um profissional de câmbio de uma corretora local à Reuters.

Na véspera, o Fed manteve a taxa de juros do país no intervalo de 0,50 a 0,75%, projetando um cenário positivo para a economia e sugerindo que está no caminho para subir os juros neste ano.

Entretanto, não deu mais detalhes, conforme aguarda mais clareza sobre o possível impacto das políticas econômicas do presidente dos EUA, Donald Trump.

“Apesar das recentes polêmicas, Trump ainda não divulgou nada que tenha caráter diretamente inflacionário, o que dá espaço para que o Fed tanto analise quanto mensure seu impacto até a reunião de março caso algo de concreto seja efetivado até lá”, ponderou a Infinity Asset em relatório a clientes.

O Fed havia elevado a taxa de juros referencial na reunião de dezembro, a segunda alta em uma década, para a faixa entre 0,5 e 0,75%.

Cenário interno

O mercado repercute a escolha do novo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin. Ele irá substituir Teori Zavascki na relatoria do caso. Investidores também monitoram o resultado da eleição da presidência da Câmara dos Deputados, com Rodrigo Maia (DEM-RJ) reeleito.

“Rodrigo Maia, candidato do governo, é favorito (…) o que favorece a condução da política econômica do presidente, gerando confiança na política econômica e, eventualmente, atraindo capital estrangeiro”, analisou a Fair Corretora em nota a clientes, de acordo com a agência.

O Banco Central mais uma vez não anunciou qualquer intervenção no mercado de câmbio para esta sessão.

Fonte: G1

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