Dólar fecha em queda após dia instável e se mantém abaixo de R$ 4

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O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (25), após sessão instável em que chegou a ser  cotado abaixo de R$ 3,90. Minutos após a abertura dos mercados, os Estados Unidos anunciaram que o PIB do segundo trimestre subiu mais do que o previsto anteriormente: 3,9%. Os números podem ter influenciado o humor dos investidores.

A moeda norte-americana caiu 0,39%, a R$ 3,9757.  Na semana, o dólar subiu 0,44% – após passar dois dias acima de R$ 4. Na terça-feira, a moeda fechou a R$ 4,0538 e na quarta, a R$ 4,1461. No mês e no ano, há alta acumulada de 9,61% e 49,54%, respectivamente.

Nesta sexta, a cotação da moeda acompanhou mais um dia de nervosismo com a “queda de braço” entre o Banco Central e o mercado, embalada pelas preocupações com a economia e a política doméstica e pelas várias intervenções realizadas pelo BC.

Veja a cotação ao longo dia:

Às 9h09, caía 1,84%, a R$ 3,9181.

Às 9h19, caía 2,52%, a R$ 3,8907.

Às 9h39, caía 1,43%, a R$ 3,9341.

Às 9h49, caía 1,52%, a R$ 3,9307.

Às 10h, caía 1,12%, a R$ 3,9467.

Às 10h09, caía 1,89%, a R$ R$ 3,9157.

Às 10h19, caía 0,72%, a R$ 3,9623.

Às 10h59, caía 0,49%, a R$ 3,9718.

Às 11h10, caía 1,02%, a R$ 3,9507

Às 12h50, caía 0,72%, a R$ 3,9624

Às 13h, caía 1,04%, a R$ 3,9498

Às 13h30, caía 0,18%, a R$ 3,9839

Às 15h10, caía 0,81%, a R$ 3,9589

Às 15h30, caía 0,68%, a R$ 3,9643

Às 16h10, caía 0,54%, a R$ 3,9698.

Intervenções do BC

O BC realizou nesta sessão leilão de venda de até US$ 1 bilhão e dois leilões de novos swaps cambiais, vendendo em cada um a oferta total de até 20 mil contratos, equivalentes a venda futura de dólares.

Dessas três intervenções, duas foram anunciadas após o fechamento dos negócios na sessão passada. Mas o BC também anunciou um dos leilões de swap na manhã desta sexta, logo após o dólar atingir a máxima do dia.

No fim da manhã, o BC também deu continuidade ao seu programa diário de intervenção, seguindo a rolagem dos swaps que vencem em outubro, vendendo a oferta total de até 9,45 mil contratos. Com isso, já rolou ao todo o equivalente a US$ 8,064 bilhões, ou cerca de 85% do lote total, equivalente a US$ 9,458 bilhões.

A atuação do BC se sobrepunha completamente ao cenário externo, onde a perspectiva de que os juros devem subir ainda neste ano nos Estados Unidos elevava o dólar em relação a uma cesta de divisas. Essa perspectiva foi reforçada nesta manhã por declarações da chair do Federal Reserve, Janet Yellen, e pelos dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no segundo trimestre.

Análise

“O mercado peita e o BC responde, e isso se repete. A volatilidade está muito alta, não dá trégua”, disse à Reuters o operador de um banco internacional, sob condição de anonimato.

Questionado sobre a possibilidade de usar as reservas internacionais para intervir no câmbio, Tombini afirmou na véspera que “todos os instrumentos estão à disposição do BC”. A declaração desencadeou forte ajuste na taxa de câmbio, corroborado perto do fim da sessão pelo anúncio de um programa de venda e compra de títulos públicos pelo Tesouro Nacional.

O operador avaliou que a estratégia do governo é deixar claro que “se o mercado quer comprar, ele está lá para vender” e corrigir desequilíbrios no mercado.

Operadores relutavam em estimar até que ponto o dólar deve subir, mas é unânime a percepção de que deve continuar pressionada.

A moeda norte-americana tem sido impulsionada pela deterioração das contas públicas do Brasil e pelas turbulências políticas. Investidores temem que o país perca seu selo de bom pagador por outras agências de classificação de risco além da Standard & Poor’s.

Recordes

O dólar ultrapassou a cotação de R$ 4 pela primeira vez na história esta semana, por preocupações com o ajuste fiscal no Brasil e com a possibilidade do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, elevar a taxa de juros do país. Se isso acontecer, os EUA se tornam mais atrativos aos investimentos, e pode haver uma forte saída de dólares do Brasil – seguindo o princípio da oferta e da procura, quanto menos dólares à disposição, mais caros eles ficam.

Fonte: G1

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