Dólar fecha em queda, após BC anunciar leilão de venda direta

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O dólar fechou em baixa nesta terça-feira (8), após ter terminado o dia a R$ 3,86 na sexta-feira (4), último pregão antes do feriado prolongado de 7 de setembro. A queda ocorreu após o Banco Central aumentar sua intervenção no câmbio e em meio ao avanço das bolsas chinesas.

A moeda norte-americana caiu 1,07%, a R$ 3,819 para venda. Na mínima da sessão, a moeda norte-americana perdeu 2,1%, a R$ 3,7793.

Neste ano, a moeda americana já subiu 43,64%. No mês, há alta acumulada de 5,29%.

Veja a cotação ao longo do dia:

Às 9h10, caía 1,69%, a R$ 3,7949.

Às 10h20, caía 1,7%, a R$ 3,7948.

Às 11h24, caía 1,69%, a R$ 3,7953.

Às 12h10, caía 1,25%, a R$ 3,8121

Às 13h05, caía 1,35%, a R$ R$ 3,802.

Às 13h20, caía 1,32%, a R$ 3,809.

Às 14h05, caía 1,42%, a R$ 3,8058.

Às 14h39, caía 1,47%, a R$ 3,8038.

Às 15h24, caía 1,26%, a R$ 3,8120

Às 16h09, caía 1,07%, a R$ 3,8191.

BC anuncia leilão de venda direta

Com a disparada do dólar nas últimas semanas, o Banco Central informou que realizaria na tarde desta terça-feira leilões de venda direta de dólares ao mercado financeiro, em um volume total de até US$ 3 bilhões. Os dólares vendidos nesta semana retornarão ao BC, e consequentemente às reservas internacionais brasileiras, no começo de novembro e de dezembro deste ano. As taxas de recompra dessas operações ficaram em R$ 3,870071 e R$ 3,908000, respectivamente.

Desde 22 de dezembro de 2014 que o BC não realizava os chamados leilões de linha (venda de moeda norte-americana com compromisso de recompra nos meses seguintes). Ao vender divisas no mercado, o BC atua para tentar conter a alta do dólar – fator que prejudica o controle da inflação, uma vez que insumos e produtos importados ficam mais caros.

“O alívio do mercado hoje vem por causa dos leilões de linha do BC e dos mercados externos, com a alta da bolsa da China. Mas a tendência, no curto prazo, ainda é de alta (do dólar)”, disse à Reuters o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik.

O BC também deu continuidade ao seu programa diário de interferência no câmbio, seguindo a rolagem dos swaps cambiais que vencem em outubro, com oferta de até 9,45 mil contratos, equivalentes a venda futura de dólares.

O reforço na intervenção do BC vem em meio à escalada da moeda norte-americana diante de preocupações com a deterioração das contas públicas do Brasil, que poderia provocar a perda do selo de bom pagador do país, e com a desaceleração da economia chinesa. Nesta sessão, contudo, as bolsas chinesas subiram quase 3%, trazendo de volta a demanda por ativos de maior risco, como aqueles denominados em reais.

Projeções

Na semana passada, da Nomura Securities e o banco JPMorgan elevaram suas projeções para a moeda norte-americana, prevendo que a divisa encerrará o ano a R$ 4 e R$ 4,10, respectivamente. As projeções anteriores eram de R$ 3,40 e R$ 3,55.

“O cenário interno está muito complicado. (O movimento desta sessão) é um respiro, não é o fim de todos os problemas”, disse à Reuters o superintendente de câmbio da corretora TOV, Reginaldo Siaca.

Cotações mais altas tendem a pressionar a inflação ao encarecer importados. De maneira geral, no entanto, operadores avaliaram que o BC quer diminuir o ritmo do avanço, e não impedi-lo, movimento que entendem como inevitável.

Segundo o Relatório Focus, divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 avançou de R$ 3,50 para R$ 3,60 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio subiu de R$ 3,60 para R$ 3,70.

Fonte: G1

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