Dólar fecha em alta, com tensão sobre China e cena política

O dólar fechou em alta pela 4ª sessão seguida nesta quarta-feira (21), chegando a ser cotado acima de R$ 3,96, refletindo preocupações com a saúde da economia chinesa e a apreensão dos investidores com a situação política e econômica do Brasil.

A moeda norte-americana subiu 1,03%, vendida a R$ 3, 943. Na semana, há alta acumulada de 1,79% e no mês, queda de 0,57%. No ano, há valorização de 48,31%.

Veja a cotação ao longo do dia:

Às 9h10, subia 0,69%, a R$ 3,9298.

Às 9h49, subia 0,76%, a R$ 3,9326.

Às 10h20, subia 0,69%, a R$ 3,9301.

Às 11h, subia 0,79%, a R$ 3,9337.

Às 11h30, subia 1,13%, a R$ 3,947.

Às 12h10, subia 1,25%, a R$ 3,9517.

Às 12h30, subia 1,47%, a R$ 3,9605.

Às 13h13, subia 1,22%, a R$ 3,9505.

Às 13h43, subia 1,29%, a R$ 3,9535.

Às 14h10, subia 1,22%, a R$ 3,9502.

Às 14h35, subia 1,05%, a R$ 3,944.

Às 15h03, subia 0,91%, a R$ 3,9383.

Às 15h20, subia 0,95%, a R$ 3,940.

Às 15h40, subia 0,86%, a R$ 3,9365.

“A sessão asiática viu outra queda das bolsas chinesas, que respingou sobre moedas emergentes, gerando perdas mais notáveis”, escreveram analistas do Scotiabank em nota a clientes, segundo a Reuters.

O dólar avançou em relação a moedas como os pesos chileno e mexicano, após os dois principais índices acionários chineses marcarem a maior queda em mais de um mês, em meio ao cenário econômico mais fraco da segunda maior economia do mundo.

Dados mistos sobre a economia dos Estados Unidos vêm trazendo dúvidas sobre se os juros norte-americanos subirão neste ano. Essas informações influenciam o mercado porque juros mais altos nos EUA motivariam uma valorização do dólar em relação a outras moedas, já que os investimentos naquele país ficariam mais atraentes em relação a mercados como o Brasil. O Federal Reserve, banco central norte-americano, aguarda sinais de recuperação econômica do país para elevar a taxa.

Incertezas políticas no Brasil

No Brasil, o quadro de nervosismo era influenciado também pelas incertezas políticas. Nesta manhã, parlamentares da oposição entregaram novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Investidores temem que as turbulências dificultem ainda mais o ajuste fiscal e golpeiem a credibilidade do país, afastando capitais estrangeiros. A perspectiva de que o Brasil deve alterar sua meta fiscal neste ano para reconhecer déficit primário também pesava sobre o humor – o governo pode reconhecer um déficit que poderia chegar a R$ 50 bilhões.

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, declarou nesta quarta que há uma perspectiva de “frustração de receitas” antes esperadas para este ano e que isso pode gerar a necessidade de uma “revisão da meta fiscal fixada para este ano”.

Ação do BC

Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade ao seu programa diário de interferência no câmbio, seguindo a rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, com oferta de até 10.275 contratos, que equivalem a venda futura de dólares.

Após o fechamento dos negócios, o Banco Central anuncia sua decisão sobre a taxa básica de juros. O mercado espera que a Selic seja mantida em 14,25%.

Fonte: G1

Scroll Up