Dólar fecha em alta após protestos, de olho em política no Brasil e Fed

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O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (14), após chegar a passar de R$ 3,90 durante o dia, com investidores repercutindo negativamente a menor presença popular nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e adotando estratégias mais defensivas no início de uma semana marcada por eventos importantes no Brasil e no exterior.

A moeda norte-americana subiu 0,32%, a R$ 3,8862 para venda, após atingir R$ 3,9250 na máxima do dia e voltar ao patamar de R$ 3,90 no intradia depois de duas semanas. Nas duas últimas sessões, a moeda norte-americana já havia subido quase 2% em cada.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h10, subia 0,08%, a R$ 3,8771.

Às 9h50, subia 0,59%, a R$ 3,897.

Às 10h10, subia 0,86%, a R$ 3,9071.

Às 10h20, subia 1,27%, a R$ 3,923.

Às 10h39, subia 0,97%, a R$ 3,9117.

Às 11h09, subia 0,92%, a R$ 3,9096.

Às 11h24, subia 1,05%, a R$ 3,9146.

Às 12h, subia 0,75%, a R$ 3,9029.

Às 12h29, subia 0,57%, a R$ 3,896.

Às 13h30, subia 0,69%, a R$ 3,9008.

Às 14h10, subia 0,49%, a R$ 3,893.

Às 14h40, subia 0,77%, a R$ 3,9037.

Às 15h19, subia 0,14%, a R$ 38795.

Às 16h10, subia 0,32%, a R$ 3,8862.

No mês, o dólar tem leve queda de 0,01%. No ano, há valorização de 46,17%.

A moeda norte-americana chegou a ser fortemente pressionada nesta sessão, mas fluxos de entradas de divisa na parte da tarde trouxeram algum alento para o mercado. “O mercado está muito raso e o Brasil virou uma pechincha para os estrangeiros”, disse à Reuters o operador de uma corretora nacional.

“Como o mercado claramente tem visto fatores que aumentem a chance do impeachment como positivos, fatores que diminuam essa chance têm tido um efeito negativo”, disse à Reuters o estrategista-chefe do banco Mizuho, Luciano Rostagno.

Milhares de manifestantes foram às ruas no domingo pedindo a saída de Dilma, mas os protestos foram menores do que anteriores (veja os números).

Muitos investidores acreditam que eventual afastamento de Dilma poderia ajudar a recuperação da economia brasileira. Outros ressaltam, porém, que a turbulência política pode travar o ajuste fiscal.

Alguns investidores defenderam que o avanço do dólar nas últimas sessões foi intensificado por um movimento de correção, após o otimismo exagerado em relação ao impeachment, que em seguida levou a moeda a ir a R$ 3,739 no fechamento há alguns dias.

Na quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir sobre a validade da votação dos membros da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisará a abertura do impeachment contra Dilma.

Juros nos EUA

Nesta semana, o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, deve promover a primeira alta de juros nos Estados Unidos em cerca de década. Operadores ressaltavam, porém, que é provável que o mercado já tenha incorporado essa informação e deve se concentrar nas sinalizações do Fed sobre seus próximos passos.

“Talvez vejamos um movimento de alta pontual (do dólar), para depois se acomodar um pouco. O mercado já está preparado”, disse à Reuters o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

Juros mais altos nos EUA podem atrair para aquele país recursos aplicados hoje no mercado brasileiro.

O clima de aversão a risco nos mercados internacionais que vem sendo a regra nas últimas sessões, em meio a nova queda nos preços do petróleo e persistentes preocupações com a fraqueza da economia chinesa, também ajudava a pressionar a moeda norte-americana nesta sessão.

Intervenção do BC

Pela manhã, o Banco Central deu sequência ao seu programa diário de interferência no câmbio, seguindo a rolagem dos swaps cambiais que vencem em janeiro, com oferta de até 11.260 contratos, que equivalem a venda futura de dólares.

Até agora, o BC já rolou o equivalente a US$ 5,473 bilhões, ou cerca de 51% do lote total, que corresponde a US$ 10,694 bilhões.

Fonte: G1

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