Dólar fecha a R$ 3,90, em queda após quatro altas seguidas

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O dólar recuou ante o real nesta quinta-feira (22), após quatro dias seguidos de avanço, refletindo o alívio nos mercados emergentes de câmbio diante de expectativas de que a política monetária continue expansionista nos Estados Unidos e a zona do euro.

A moeda norte-americana recuou 0,9%, a R$ 3,9075 na venda, após acumular alta de 3,75% em quatro sessões em meio a pressões internas e externas.

Na semana, o dólar recuou 0,87%. No mês de outubro, a moeda acumula alta de 1,46%. Em 2015, avanço de 46%.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h10, recuava 0,06%, a R$ 3,9404.

Às 9h19, subia 0,23%, a R$ 3,9524.

Às 10h, subia 0,06%, a R$ 3,9456.

Às 10h39, subia 0,16%, a R$ 3,9496.

Às 11h09, subia 0,11%, a R$ 3,9476.

Às 11h29, caía 0,35%, a R$ 3,9289.

Às 11h59, caía 0,63%, a R$ 3,918.

Às 12h19, caía 0,43%, a R$ 3,926.

Às 13h24, caía 0,23%, a R$ 3,9341.

Às 13h59, caía 0,42%, a R$ 3,9263.

Às 14h29, caía 0,47%, a R$ 3,9246.

Às 14h59, caía 0,86%, a R$ 3,9090.

Às 15h19, caía 0,58%, a R$ 3,92.

Às 15h50, caía 0,51%, a R$ 3,9228.

Às 16h19, caía 0,5%, a R$ 3,9233.

Na véspera, o dólar subiu 1,03%, vendida a R$ 3,943.

Cenário interno e externo

Operadores continuavam preocupados com a situação política e econômica do Brasil. A perspectiva de que a Selic não suba no curto prazo também deixava os investidores com um pé atrás, uma vez que reduz a atratividade do país.

“O dólar subiu bastante nos últimos dias e hoje o cenário externo está um pouco mais tranquilo, é de se esperar que o mercado aqui também fique um pouco mais sossegado”, disse o operador de uma corretora internacional.

Uma rodada recente de dados mistos sustentou apostas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não elevará os juros neste ano, enquanto declarações do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, alimentaram expectativas de que o BCE pode manter seus estímulos por mais tempo do que o previsto.

A recuperação das bolsas chinesas nesta quinta-feira também contribuía para o bom humor. Nesse contexto, o dólar tinha queda contra moedas como o peso mexicano e o rand sul-africano.

O dólar chegou a operar em alta durante a manhã, atingindo R$ 3,9647 na máxima da sessão, refletindo a preocupações dos investidores com o quadro doméstico difícil, mas anulou o avanço em linha com outros mercados emergentes ao longo do discurso de Draghi.

No Brasil, porém, a moeda norte-americana seguiu pressionada pelas incertezas políticas e econômicas que vêm elevando as cotações recentemente. A perspectiva de eventual processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e a crescente deterioração das contas públicas brasileiras deixavam os investidores apreensivos.

Além disso, investidores evitaram vender dólares após o BC manter a Selic nos atuais 14,25% e desistir da missão de trazer a inflação para o centro da meta no ano que vem, adiando o objetivo para 2017. Operadores entenderam a decisão como sinal de que as chances de os juros básicos voltarem a subir no curto prazo são pequenas, apesar de o BC ter prometido vigilância.

“O BC indicou que os juros não devem subir, o que deixa o país menos atraente para estrangeiros”, disse o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho.

Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos, equivalentes a venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou US$ 7,680 bilhões, ou cerca de 75% do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.

Fonte: G1

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