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O dólar disparou e fechou em alta de 2,31% nesta quarta-feira (13), cotado a R$ 5,0085. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,80%, aos 177.098 pontos.
O mercado reagiu ao vazamento de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As mensagens mostram que Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro e que Flávio pressionou o banqueiro pela liberação dos pagamentos.
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As informações foram reveladas nesta quarta-feira pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro do ano passado.
A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações a existência do áudio e do conteúdo da reportagem.
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Segundo o Intercept, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de outro filho do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Após a revelação do caso, Flávio confirmou ter pedido a Vorcaro que financiasse um filme sobre seu pai, mas negou irregularidades e afirmou que não tem “relações espúrias” com o dono do Banco Master.
Mas por que o dólar disparou e a bolsa caiu? O mercado avalia que o caso pode prejudicar a imagem de Flávio na corrida eleitoral e, portanto, reduzir suas chances de vitória. Essa leitura influencia as expectativas dos investidores, que entendem que uma menor probabilidade de mudança de governo pode reduzir a perspectiva de ajustes mais fortes nas contas públicas. Nesse cenário, houve pressão sobre o dólar e impacto negativo sobre o Ibovespa.
Mais cedo, nova pesquisa eleitoral mostrou que Lula voltou a aparecer numericamente à frente de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto para um eventual segundo turno, embora os dois permaneçam em empate técnico.
Lula aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 41%. Na sondagem anterior, divulgada em abril, o senador liderava, após ambos terem empatado com 41% em março.
No cenário global, o encontro entre os presidentes Donald Trump, dos EUA, e Xi Jinping, da China, concentra as atenções do mercado financeiro. As conversas acontecem em meio a tensões entre as duas maiores economias do mundo, e a expectativa é que Trump pressione o governo chinês a abrir o país para empresas americanas. (entenda mais abaixo)
A guerra no Oriente Médio também segue na mira dos investidores. Em meio às tentativas de negociação de paz entre os EUA e o Irã, Reino Unido informou que vai contribuir para uma missão multinacional de defesa com o objetivo de assegurar a navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
De volta ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que zera a cobrança de tributos federais sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas em plataformas de comércio eletrônico.
A chamada “taxa das blusinhas” havia sido criada por lei em 2024, com alíquota de 20% para encomendas nesse valor, em uma tentativa de conter a entrada de produtos importados e reduzir a concorrência com a indústria nacional, especialmente de empresas chinesas.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Dólar
- Acumulado da semana: +2,34%;
- Acumulado do mês: +1,15%;
- Acumulado do ano: -8,75%.
Ibovespa
- Acumulado da semana: -3,81%;
- Acumulado do mês: -5,46%;
- Acumulado do ano: +9,91%.
Fonte: G1