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O dólar fechou em queda de 0,16% nesta segunda-feira (19), cotado a R$ 5,3640. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,03%, aos 164.849 pontos.
A sessão foi marcada por uma agenda mais enxuta, mas não livre de tensões. Projeções econômicas no Brasil, feriado nos Estados Unidos e novos ruídos geopolíticos moldaram o humor dos mercados, enquanto investidores acompanharam sinais vindos da política e das commodities.
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No Brasil, o boletim Focus trouxe novas projeções para 2026. A estimativa da inflação recuou levemente, de 4,05% para 4,02%, enquanto a mediana da taxa Selic avançou de 9,88% para 10%.
Nos EUA, esta segunda-feira foi marcada pelo feriado de Martin Luther King Jr. Day. Com isso, o mercado à vista de ações permaneceu fechado, reduzindo a liquidez, com as negociações sendo retomadas amanhã.
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Mesmo com o feriado, os mercados europeus fecharam em queda, impactados pelas ameaças do presidente Donald Trump de impor tarifas adicionais de 10% a oito países europeus.
Em resposta, países da União Europeia avaliam aplicar tarifas de € 93 bilhões aos EUA ou restringir o acesso de empresas americanas ao mercado do bloco, em meio às tensões envolvendo a Groenlândia.
As preocupações geopolíticas com o Irã e a sucessão no Federal Reserve (Fed, o banco central americano) seguem no radar. Nesse contexto, o preço do petróleo tipo Brent recuou 0,03%, a US$ 64,11, e o WTI avançou 0,15%, a US$ 59,43.
No campo regulatório, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou hoje que os fundos de investimento, atualmente sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), deveriam passar a ser regulados e fiscalizados pelo Banco Central. A declaração ocorreu após a liquidação do Banco Master e da empresa responsável pela gestão dos fundos da Reag, ambas decretadas pelo BC.
Dólar
- Acumulado da semana: -0,16%;
- Acumulado do mês: -2,27%;
- Acumulado do ano: -2,27%.
Ibovespa
- Acumulado da semana: +0,03%;
- Acumulado do mês: +2,31%;
- Acumulado do ano: +2,31%.
Fonte: Valor