30 de abril, 2026

Últimas:

Dólar cai a R$ 4,95; Ibovespa sobe

Anúncios

O dólar fechou em queda de 0,99% nesta quinta-feira (30), cotada a R$ 4,9518 — o menor patamar desde 7 de março de 2024, quando encerrou a R$ 4,9336. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,39%, aos 187.318 pontos.

Indicadores econômicos no Brasil e no exterior foram os destaques do dia. Investidores também avaliaram as decisões de juros do BC e do Federal Reserve (Fed), e seguiram atentos ao conflito no Oriente Médio.

Anúncios

As decisões de juros de Brasil e EUA vieram de acordo com o esperado pelo mercado financeiro. E a guerra no Oriente Médio foi um elemento em comum que trouxe preocupação aos bancos centrais.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 14,5% ao ano.

Anúncios

Nos EUA , o Federal Reserve decidiu manter os juros inalterados na faixa de 3,50% e 3,75%.

O impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã também continuou a mexer com os mercados financeiros. A expectativa é que o governo iraniano apresente outro plano para dar fim à guerra, após Trump rejeitar a última proposta apresentada pelo país do Oriente Médio.

As preocupações com o bloqueio aos portos iranianos e a manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz pelos EUA seguem a pressionar o petróleo no mercado internacional. Apesar da queda vista nos preços nesta quinta-feira, o barril do Brent (referência internacional) fechou a US$ 118,03 na véspera, no maior patamar desde 2022.

Entre os principais indicadores do dia, a inflação anual dos Estados Unidos, medida pelo PCE — um dos indicadores preferidos do Fed para análise de preços e decisão de juros — ficou na mira dos investidores. O indicador registrou uma alta de 0,7% em março, no maior avanço desde junho de 2022, impulsionado pelos preços mais altos da gasolina em meio à guerra do Irã.

O aumento ficou em linha com o esperado pelo mercado, mas acende o alerta para o cenário de juros dos Estados Unidos e traz a perspectiva de que as taxas americanas devem ficar mais altas por mais tempo.

A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.

No Brasil, o destaque é a taxa de desemprego, que ficou em 6,1% no trimestre até março de 2026, segundo o IBGE. O resultado veio em linha com o esperado e é o menor já registrado para esse período desde 2012.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Dólar

  • Acumulado da semana: -0,92%;
  • Acumulado do mês: -4,38%;
  • Acumulado do ano: -9,78%.

Ibovespa

  • Acumulado da semana: -1,78%;
  • Acumulado do mês: -0,06%;
  • Acumulado do ano: +16,28%.

Fonte: Valor

Talvez te interesse

Últimas

Reconhecimentos recentes de analistas destacam o papel crescente da Boomi em ajudar empresas a ativar dados confiáveis, governar APIs e...

Categorias