Dois presos injustamente por 31 anos nos EUA recebem compensação recorde de R$ 443 milhões

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Dois meio-irmãos negros portadores de deficiência intelectual receberão US$ 84 milhões (quase R$ 443 milhões) por decisão judicial como compensação por sua prisão arbitrária e encarceramento durante 31 anos por um crime do qual eram inocentes, informou o advogado dos dois à AFP.

“É o veredicto mais severo proferido por um caso de erro judicial na história dos Estados Unidos”, disse Me Des Hogan, que os representou.

Um júri resolveu na sexta-feira à noite o pagamento de US$ 75 milhões em perdas e danos a Henry Lee McCollum e seu meio irmão, Leon Brown, que tinham apresentado uma denúncia civil à justiça federal por violações de seus direitos civis. Um acordo paralelo adicionou US$ 9 milhões à cifra.

Para Hogan, “o júri quis enviar uma mensagem para dizer que os velhos tempos acabaram”, quando as autoridades prestavam pouca atenção aos direitos das pessoas marginalizadas, pobres e de cor que vivem nas zonas rurais.

Henry McCollum em foto de 3 de setembro de 2014, quando deixou a prisão em Raleigh, na Carolina do Norte — Foto: AP Photo/Michael Biesecker
Henry McCollum em foto de 3 de setembro de 2014, quando deixou a prisão em Raleigh, na Carolina do Norte (Foto: Reprodução)

Os meio irmãos tinham 19 e 15 anos quando foram detidos em 1983, após uma denúncia anônima – de uma adolescente que depois se retratou – pelo estupro e o homicídio de Sabrina Buie, de 11 anos, na pequena cidade de Red Springs, no estado da Carolina do Norte.

O corpo da menina tinha sido encontrado seminu em um campo, em meio a latas de cerveja e guimbas de cigarros.

Por fim, sua inocência foi reconhecida em 2004 após exames de DNA realizados em uma das guimbas encontradas perto da vítima. A amostra correspondia a um homem que morava a 100 metros do local do crime e que um mês depois estuprou e matou uma jovem de 18 anos, pelo qual foi condenado.

Leon Brown em foto de 26 de agosto de 2014, quando ainda estava no Maury Correctional Institution em Maury, na Carolina do Norte (Foto: Reprodução)

Fonte: Yahoo!

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