27 de fevereiro, 2025

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Doença misteriosa mata 53 pessoas no Congo; casos começaram após consumo de morcego

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O consumo de animais selvagens pode transmitir doenças de origem animal para humanos, as chamadas zoonoses. Em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou um aumento de 60% nos surtos desse tipo na África na última década. O mais recente está em andamento na República Democrática do Congo, causando uma doença ainda misteriosa. Os primeiros casos ocorrem em janeiro na cidade de Boloko, depois que três crianças comeram um morcego.

Reportagem da ABC News relata que elas apresentaram sintomas como febre, vômito, dor de cabeça, diarreia e fadiga, que mais tarde evoluíram para sinais associados a febres hemorrágicas. As mortes ocorreram em 48 horas.

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De 21 de janeiro até o momento, 419 pessoas foram infectadas, e 53 delas foram a óbito. Serge Ngalebato, diretor médico do Hospital Bikoro, um centro regional de monitoramento, disse que o intervalo entre o início dos sintomas e a morte foi de menos de 50 horas na maioria dos registros.

Reportagem do g1 destaca que, depois que o segundo surto da atual doença começou na cidade de Bomate, em 9 de fevereiro, amostras de 13 casos foram enviadas ao Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica em Kinshasa, capital do Congo, para testes.

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Os exames deram negativo para enfermidades como Ebola e febre hemorrágica, por exemplo. Alguns deram positivo para malária, mas as investigações continuam.

Morcegos, mais conhecidos por transmitirem raiva para humanos, não são os únicos animais selvagens consumidos pelas populações na África. Na lista também entram chimpanzés, ratos, capivaras, cobras e porcos-espinhos, entre outros.

No Congo, a estimativa é que as pessoas comam cinco milhões de toneladas de carne de animais selvagem por ano. Além de ser uma questão cultural, isso é um reflexo da pouca disponibilidade de carne de gado, porco, ou frango, por exemplo, no mercado local.

Fonte: Um Só Planeta

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