Diretor Carlos Manga morre no Rio de Janeiro aos 87 anos

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O diretor de TV e cinema Carlos Manga morreu nesta quinta-feira, aos 87 anos, no Rio de Janeiro. Só na TV Globo, ele produziu e dirigiu diversos trabalhos, como as novelas “Eterna magia” (2007), “Belíssima” (2006), “Torre de Babel” (1998) e o remake de “Anjo mau” (1997), além de minisséries, entre elas “Agosto” (1993), e os seriados “Sandy & Junior” (1999) e “Sítio do Picapau Amarelo” (2001).

No cinema, comandou mais de 20 filmes. O último foi “Os trapalhões e o rei do futebol” (1986).

Filho do advogado Américo Rodrigues Manga e de Maria Isabel Aranha, José Carlos Aranha Manga nasceu em 06 de janeiro de 1928, no Rio de Janeiro. Começou a trabalhar como bancário, porém sua paixão pelo cinema logo o levaria para a indústria cinematográfica, através do cantor Cyll Farney. Na ocasião, foi contratado pela Atlântida, para trabalhar no setor de almoxarifado, e abandonou o curso de direito no segundo ano. O nome artístico – Carlos Manga – foi sugerido pelo então presidente da companhia, Luiz Severiano Ribeiro Júnior.

Junto com Watson Macedo, foi um dos principais diretores do período de ouro – os anos 1950 – da Atlântida, onde esteve à frente de clássicos da chanchada como “Nem Sansão nem Dalila” (1954), “Matar ou correr” (1954) e “O homem do Sputnik” (1959).

O início na TV

Começou a trabalhar na televisão no início dos anos 1960, a convite de Chico Anysio, na antiga TV Rio. Lá, foi o responsável – junto com o técnico Marcelo Barbosa – pela primeira edição em videoteipe da televisão brasileira, feita para o humorístico “Chico city”, em 1961.

Contratado pela TV Excelsior, dirigiu programas importantes, como o musical “Times Square”, “Vovô Deville”, “A cidade se diverte”, “Dois no Balança”, “My fair lady”, entre outros. Carlos Manga trabalhou também na TV Record de São Paulo, no final da década de 1960, ao lado de profissionais renomados como o produtor Nilton Travesso, o editor Paulo de Carvalho, o escritor Manoel Carlos e o humorista Jô Soares.

No início dos anos 1970, Carlos Manga morou na Itália, onde conheceu a Cinecittá e trabalhou com seu grande ídolo, o diretor de cinema Federico Fellini.

Em 1980, convidado por Chico Anysio, foi contratado pela Globo, onde dirigiu a segunda versão do humorístico “Chico city”. Também dirigiu “Os trapalhões” na fase de maior sucesso do programa.

Na década de 1990, foi responsável por grandes produções da teledramaturgia brasileira, como “Memorial de Maria Moura” (1994) e “Engraçadinha… Seus amores e seus pecados” (1995).

Carlos Manga tornou-se diretor de núcleo e foi responsável pela produção de duas novelas na Globo: “Anjo mau” (1997) e “Torre de Babel” (1998).

No final dos anos 1990, voltou a trabalhar com a linha de shows e dirigiu “Domingão do Faustão” (1989), “Sandy & Junior” (1999) e “Sítio do Picapau Amarelo” (2001).

Carlos Manga iniciou os anos 2000 trabalhando como diretor artístico do “Zorra total” (1999). Em 2004, ele dirigiu “Um só coração”. A minissérie foi produzida em comemoração aos 450 anos da cidade de São Paulo.

Aos 50 anos de carreira, o diretor foi homenageado e fez uma participação especial – no papel de si mesmo – na novela “Belíssima” (2006).

Por sua contribuição ao cinema brasileiro, recebeu o primeiro troféu Oscarito, no Festival de Gramado.

Em novembro de 2010, Carlos Manga participou como ator do seriado “Afinal, o que querem as mulheres?”. Ele era Don Carlo, um conde italiano decadente que namorava Celeste, vivida por Vera Fischer.

Em “Dercy de Verdade”, de Maria Adelaide Amaral, Carlos Manga foi personagem: ele foi o responsável pela primeira aparição de Dercy na televisão, quando era produtor da TV Excelsior. Foi interpretado pelo ator Danton Mello.

Fonte: Extra

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