Dia ‘vira noite’ com temporal de poeira que encobriu Campo Grande, em MS; veja vídeos

O dia “virou noite” com a chegada de um temporal de poeira em diversas cidades de Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (15). A nuvem de poeira chegou à capital do estado por volta das 14h50, horário local, e já deixa estragos pela cidade.

Assista ao vídeo.

Bombeiros, Defesa Civil e as forças de segurança estão nas ruas e contabilizam os estragos. Com o vendaval, moradores ficaram assustados, acidentes de trânsito e destelhamentos já foram registrados por toda a cidade.

Moradores de diversas regiões de Campo Grande registraram nuvem de poeira.  — Foto: Redes sociais
Moradores de diversas regiões de Campo Grande registraram nuvem de poeira. (Foto: Redes sociais)

O meteorologista Natálio Abrahão acredita que os ventos tenham chegado a, no mínimo, 90 km/h. O número específico é computado pelos aparelhos.

Nas redes sociais, moradores de Campo Grande relatam a mudança repentina no dia e a “mudança para a noite”.

Algumas pessoas relataram a perda no acesso a rede de telefonia. Rede de energia elétrica foi acionada, mas até o momento não respondeu aos questionamentos. Os bombeiros, defesa civil e polícias informaram que vão passar detalhamento das ocorrências ao final do dia.

Moradores de várias bairros da capital registraram nuvem de poeira.  — Foto: Redes sociais
Moradores de várias bairros da capital registraram nuvem de poeira. (Foto: Redes sociais)

Defesa Civil do estado afirma que os ventos passaram de 88 km/h, isso em Campo Grande. Por volta das 15h os bombeiros registraram pelo menos 50 quedas de árvores.

Dia vira noite em Campo Grande.  — Foto: Redes sociais
Dia vira noite em Campo Grande. (Foto: Redes sociais)

Fenômeno

A meteorologista Valesca Rodriguez Fernandes explica que a tempestade de poeira é um fenômeno chamado de “haboob”.

“Ele é causado por temporais de chuva com ventos fortes que, ao entrarem em contato com o solo seco, encontram resquícios de queimada, poeira e vegetação, os quais acabam criando um ‘rolo compressor’ de sujeira que pode chegar a até 10 quilômetros de altura”, detalha Rodriguez.

Rodriguez, que também é especialista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima em Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), detalhou que o fenômeno meteorológico registrado no estado é o mesmo visto no interior de São Paulo, nos últimos dias.

Fonte: G1

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