Desvende alguns mitos e verdades sobre os cuidados com o recém-nascido

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Assim que um bebê nasce, também surgem interrogações e inseguranças na cabeça dos pais. Quais cuidados são indispensáveis, quais são exageros? Aquele conselho da vovó faz sentido ou é só crendice popular?

UM RECÉM-NASCIDO PRECISA DE MENOS ESTÍMULOS POSSÍVEIS.

MITO. Nos primeiros três meses de vida, seu filho deve sim receber estímulos, porém, todos estes incentivos precisam estar de acordo com aquilo que ele necessita: amor, carinho, colo e amamentação. “O principal modo de estimular um recém-nascido é pelo CONTATO COM A MÃE E O PAI. Ele tem que se sentir acolhido, amado e protegido”, explica a pediatra FLÁVIA OLIVEIRA.

Segundo pediatra LUCIANA HERRERA, especialista no comportamento dos bebês pelo Human Lactation Center, dos Estados Unidos, os 90 primeiros dias de vida funcionam como uma GESTAÇÃO EXTRAUTERINA. “Dentro da barriga da mãe, não tinha fome e nem frio. Por isso, os pais devem deixar o ambiente mais uterino possível. É AMOR E COLO EM LIVRE DEMANDA, pois isso ajuda na formação psíquica, emocional e cerebral. Crianças que ficam mais no colo têm maior desenvolvimento cognitivo. Elas precisam do toque tanto quanto precisam do leite”.

Luciana frisa, no entanto, que é necessário brecar a HIPERESTIMULAÇÃO. Durante as visitas, o pequeno não pode ficar passando de braço em braço, por exemplo. Como este período também corresponde a adaptação do aleitamento materno, procure não frequentar locais agitados como festas, restaurantes e shopping centers.

Foto: Zurijeta/iStock

QUANTO MAIS COLO, MELHOR.

VERDADE. Os humanos são mamíferos que nascem dependentes e imaturos. Portanto, a aproximação física tem um papel essencial no fortalecimento do vínculo entre os pais e o recém-nascido. “Licença-maternidade existe para haver o contato com a mãe. Eu brinco que o bebê tem que ser um PIERCING DE COLO”, afirma Luciana.

A médica também conta que é um MITO acreditar que a criança vai criar manha por conta do colo. “Quando nasce, ela não tem capacidade neurológica de manipular. Essa complexidade só vem depois dos seis meses. Ele vai chorar por desconforto e necessidade”.

A FORMA COM QUE O UMBIGO DO BEBÊ VAI FICAR DEPENDE DO JEITO QUE A MÃE CUIDAR

MITO. De acordo com a pediatra Flávia, o modo de cuidado do coto não influencie no aspecto futuro dele. “O uso de faixas para comprimir o local e para evitar a formação de hérnias NÃO DEVE SER REALIZADO”, orienta.

O BEBÊ VAI MAMAR A CADA TRÊS HORAS E VAI DORMIR SOZINHO.

MITO. O intervalo entre as mamadas vai depender da criança, e, nesta fase da vida, ele não tem rotina e nem relógio interno. “Até porque ele vai para o peito para matar a fome e a sede, diminuir a angústia de ter nascido, aliviar a saudade do útero, ouvir o batimento cardíaco da mãe e para dormir”, esclarece a especialista no comportamento dos pequenos.

Dessa forma, a criança passa bastante tempo “no peito”, e a mãe acaba achando que está produzindo pouco leite. Muitas vezes, não é essa a realidade. “O bebê precisa ser adormecido e ninado. Ele dá sinais de que precisa ser acalentado, e a forma mais fácil é dando de mamar”.

Foto: Monkey Business Images/Monkey Business

AS VISITAS NA MATERNIDADE DEVEM SER FEITAS APENAS POR QUEM É MUITO ÍNTIMO DA FAMÍLIA.

VERDADE. “Depois de trabalhar por mais de dez anos em diversas maternidades, pude perceber o quanto as pessoas não têm bom senso ao visitar uma puérpera e seu bebê”, revela a pediatra Flávia. Portanto, se alguém lhe perguntar se vai atrapalhar indo até o hospital (ou mesmo à sua casa) após o nascimento, não tenha vergonha de dizer que sim.

Luciana aconselha que a visita deva ser AQUELA QUE ATENDE A NOVA MÃE, como a avó, a melhor amiga. Sem proximidade, até mesmo uma sogra pode atrapalhar. “Quando a sogra não é íntima, ela também pode inibir a amamentação”.

Na maternidade e nos primeiros dias em casa, A MÃE PRECISA SER CUIDADA para poder se dedicar ao filho. “Faz parte deste cuidado com ela dispensar visitas, desligar o telefone para que possa estar tranquila. A mãe precisa se sentir protegida. Essa cobrança de atender as pessoas despende uma energia que ela não pode. Isso desgasta, e quem perde é o bebê”, argumenta Luciana.

Obviamente, algumas visitas vão sim acontecer e ALGUNS CUIDADOS PRECISAM SER TOMADOS, pois o sistema imunológico de um recém-nascido ainda é frágil e está em formação. É importante que todos lavem as mãos e que usem álcool gel. “Diga para não beijar o rosto e nem mãos do pequeno, no máximo o pezinho. As pessoas que estiveram doentes, mesmo que seja qualquer febrezinha, não devem comparecer. NADA É MÍNIMO PARA O BEBÊ”.

Foto: monkeybusinessimages/iStock

NESTA FASE, O PAI NÃO DEVE FICAR EM SEGUNDO PLANO.

VERDADE. De acordo com as especialistas, os cuidados paternos são essenciais. “Quem tem, deve aproveitar”, fala Luciana.

Os três primeiros meses de vida de um filho não são um momento exclusivo feminino por causa da amamentação. “A presença e ajuda é essencial. Ele precisa cuidar da mãe e do bebê”. Além disso, o pai PRECISA TER MINUTOS SOZINHOS com a criança. “Com o bebê nos braços, ele pode cantar as mesmas músicas que cantava na gravidez, pode dar banho. É importante, e eles se sentem empoderados. Enquanto descansa a mãe, ele fortalece o vínculo”.

Fonte: Daquidali

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