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A descoberta de fragmentos de cerâmica na Formação Durupinar, uma estrutura geológica em forma de barco perto do Monte Ararat (Turquia), reforçou a teoria de que o local esconda a bíblica Arca de Noé, que provavelmente ficou submersa durante uma enchente devastadora há cerca de 5.000 anos
Pesquisadores no leste da Turquia relatam que fragmentos de cerâmica datados de milhares de anos foram encontrados na localidade. A descoberta foi feita durante a construção de uma estrada perto do sítio arqueológico, localizado próximo à cidade de Dogubayazit, na província de Agri, contou o “Jerusalem Post”.
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“Essas descobertas mostram que esta área era habitada na antiguidade”, disse Kaya, acrescentando que a datação da cerâmica é consistente com a era associada aos eventos descritos no Livro de Bereshit (nome hebraico para Gênesis).

A Formação Durupinar tem atraído atenção desde que foi identificada pela primeira vez em 1959 pelo capitão do Exército turco Ilhan Durupinar. A erosão subsequente, causada por fortes chuvas e atividade sísmica, expôs mais da estrutura, revelando um contorno que muitos observadores notaram se assemelhar à forma de um grande vaso.
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A estrutura geológica de 163 metros de comprimento, composta de limonita — um minério de ferro — está localizada aproximadamente 35km ao sul do cume do Monte Ararat, perto da fronteira iraniana. A dimensão se assemelha muito ao porte relatado da arca, de acordo com a Bíblia.
Nos últimos anos, o estudo científico da área se intensificou. Em 2014, 2019 e 2021, foram realizadas varreduras com tomografia de resistividade elétrica (ERT) e penetração no solo (GPR), que revelaram estruturas lineares subterrâneas incomuns , ângulos retos e camadas diferentes das dobras rochosas naturais típicas.
Em 2022, a Equipe de Pesquisa do Monte Ararat e da Arca de Noé (Noah’s Ark Scans) foi formalmente estabelecida por meio de uma parceria entre a Universidade Agri Ibrahim Cecen e a Universidade Técnica de Istambul. A equipe inclui especialistas em áreas como geofísica, química e geoarqueologia.
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Amostras de rochas e solo coletadas na formação foram analisadas em laboratórios especializados da Universidade Técnica de Istambul. De acordo com os pesquisadores, os resultados sugerem que a vida humana sustentada na região era possível, dando ainda mais suporte às afirmações de que a área poderia corresponder ao sítio descrito na Torá, o livro sagrado do judaísmo composto pelos cinco primeiros livros do Antigo Testamento: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio.
O projeto, formado por estudiosos americanos e turcos, anunciou em 19 de maio de 2025 novas descobertas sobre a estrutura possivelmente bíblica. Segundo ele, o estudo, realizado com testes de solo e uma reanálise de varreduras de radar de penetração no solo (GPR) de 2019, mostrou “evidências convincentes de uma estrutura única, potencialmente artificial, sob a superfície, distinta do fluxo de lama circundante”.
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Novas amostras de solo coletadas no sítio de Durupinar em setembro de 2024 e analisadas em dezembro de 2024 mostram níveis significativamente mais altos de matéria orgânica e potássio em comparação com as áreas circundantes. Os pesquisadores afirmam que essas descobertas sugerem a presença de madeira em decomposição ou outros materiais orgânicos, consistentes com uma grande estrutura antiga preservada dentro do fluxo de lama. Análises de imagens identificaram também a possível presença de corredores e quartos na estrutura.
“A composição do solo é marcadamente diferente do fluxo de lama natural, indicando algo extraordinário neste local”, declarou William Crabtree, o principal cientista especialista em solo do projeto.
Segundo Kaya, as descobertas mais recentes de cerâmica reforçam a necessidade de pesquisas controladas e da proteção do sítios arqueológico. Ele acrescentou que a remoção até mesmo de pequenas pedras com marcas pode apagar evidências que poderiam esclarecer a presença humana na região.
Fonte: Extra