21 de abril, 2026

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Cruzeiro vive instabilidade na era SAF e tem trocas constantes de técnicos em média de cinco meses

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A Sociedade Anônima de Futebol (SAF) chegou ao futebol brasileiro com a promessa de trazer gestão profissional e planejamento de longo prazo aos clubes. No Cruzeiro, a realidade tem sido outra.

O clube mineiro acaba de anunciar seu 10º técnico desde que Ronaldo Fenômeno comprou a SAF, em dezembro de 2021, registrando média de uma troca a cada cinco meses. A contratação de Artur Jorge, anunciada no final de março, expõe a fragilidade de um modelo que deveria ter trazido estabilidade.

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A rotatividade de técnicos no Cruzeiro

Desde que a SAF assumiu o comando do clube, o Cruzeiro passou por dez treinadores diferentes. A gestão começou com Ronaldo à frente e hoje está sob o comando de Pedro Lourenço, o Pedrinho, que passou a ser o presidente após comprar a participação do ex-jogador. A mudança de controle acionário, no entanto, não alterou o padrão de instabilidade no banco de reservas.

Média de trocas e impactos no desempenho

Apenas três técnicos conseguiram superar a marca de seis meses no cargo: Paulo Pezzolano, Fernando Seabra e Leonardo Jardim. Todos os demais foram demitidos antes de completar meio ano de trabalho, o que impede qualquer tentativa de construir uma identidade de jogo consistente.

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A falta de continuidade no banco de reservas reflete diretamente na imprevisibilidade do time dentro de campo. Com o Cruzeiro oscilando rodada após rodada, o mercado de prognósticos esportivos acompanha a volatilidade de perto e muitos torcedores buscam plataformas com bônus para testar as cotações nas primeiras partidas de cada nova direção técnica. Jogue com responsabilidade.

A saída de Tite e o início instável na temporada

Tite foi contratado no início de 2026 com a expectativa de trazer experiência e organização ao elenco. O técnico que treinou a Seleção Brasileira nos Mundiais de 2018 e 2022, no entanto, ficou menos de três meses na Toca da Raposa.

Sua passagem teve um único momento de glória: a conquista do Campeonato Mineiro, vencido com um 1 a 0 sobre o Atlético na final. A partir daí, o cenário mudou completamente.

Resultados recentes e pressão por mudanças

Tite foi demitido em 15 de março de 2026, logo após um empate com o Vasco. O motivo da saída foi o pior início da história do Cruzeiro nos pontos corridos do Campeonato Brasileiro. Em seis jogos, o time somou apenas três empates e três derrotas, acumulando 3 pontos e ocupando a 19ª posição na tabela.

A contradição entre o título estadual e o desempenho no Brasileirão expôs a fragilidade do projeto. A diretoria optou pela demissão antes que a situação se agravasse ainda mais, mas a troca de comando técnico no meio de uma crise raramente resolve o problema a fundo.

Artur Jorge, novo treinador para 2026

O substituto de Tite foi anunciado no domingo seguinte à demissão. Artur Jorge, técnico português que estava no Al-Rayyan, do Catar, assinou contrato com o Cruzeiro até o final de 2027. A negociação envolveu o pagamento de uma multa rescisória que foi reduzida de 6 milhões de euros para cerca de 2,5 milhões de euros, que serão pagos de forma parcelada em dois anos.

A escolha por Artur Jorge e o histórico de conquistas

O currículo recente do treinador pesou na decisão. Artur Jorge conquistou a Libertadores e o Campeonato Brasileiro pelo Botafogo em 2024, com um aproveitamento de 65,4% no comando do time carioca. A diretoria do Cruzeiro apostou na capacidade do português de organizar elencos e construir resultados em competições de mata-mata. 

Filipe Luís, campeão da Libertadores pelo Flamengo em 2025, chegou a ser cogitado, mas indicou à diretoria cruzeirense que seu desejo era trabalhar na Europa. A escolha por Artur Jorge, então, foi vista como a melhor alternativa disponível no mercado. Até o momento, fez dois jogos, venceu o primeiro e perdeu o segundo para o São Paulo.

Os desafios da gestão na era SAF

A contratação de um técnico com currículo vencedor não resolve o problema central do Cruzeiro. A questão não é encontrar um nome de peso no mercado, mas sim construir um projeto esportivo que sobreviva às oscilações de resultados.

A média de uma troca a cada cinco meses mostra que a diretoria não tem convicção sobre o caminho a seguir. Cada novo técnico traz uma ideia de jogo diferente, o que impede a formação de uma base sólida.

Falta de continuidade e planejamento a longo prazo

Sem um projeto claro, o clube segue refém dos resultados imediatos. A pressão por vitórias rápidas impede que qualquer trabalho amadureça. Seja com ou sem SAF, nenhum time consegue alcançar os títulos almejados se não apostar na continuidade de trabalho dos técnicos.

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