Crônica: Os dias de uma família infectada pela COVID – O relato de um contaminado

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Meu nome fictício é Luciano Festim, assim me denomino porque quero aqui narrar o estado de perplexidade de minha família e compartilhar a experiência dessa luta sofrida e traiçoeira, mas não revelar minha identidade, para não corrermos risco de afetar seu respeitável julgamento, caso me conheça, amigo leitor.

Gostaria que você, amigo(a) leitor(a), entendesse a narração que aqui vou fazer, para que, se assim for possível, se preserve e não deixe esse vírus intruso traiçoeiro conhecê-lo e a seus familiares pelas razões que vou explanar, então, vamos lá!

Contraí a doença no meu trabalho, considerado serviço essencial, diuturno e ininterruptamente prestado à sociedade, que atua diretamente nas relações sociais, nos conflitos e nas solução da paz social, mas não considerado dentre as prioridades do Estado para o fim de ser imunizado pela a vacina… Logo, sou exatamente o que você pensou. Atuo em um Município do Estado de São Paulo.

No início, senti uma leve dor no corpo, um calafrio estranho que acreditei que nada fosse, senão uma frescura da minha imunidade, pois pratico atividade física habitualmente.

Um dia depois, fui surpreendido com uma leve tosse seca, que se somou à dor no corpo e meu histórico de atleta ainda me disse que era só uma frescura.

Um dia depois, minha racionalidade mostrou que a verdadeira frescura foi minha teimosia, pois comecei a tormenta com 39 Graus de febre e a partir daí, o sofrimento começou a se instalar, pois perdi o olfato, tive contínua dor de cabeça, amargor na boca, calafrios e os segundos passaram a ser intensos. Os alimentos pareciam uma alimentação balanceada com comida azeda. Entretanto não deixei de me alimentar.

Logo que a febre me atacou, contatei a equipe COVID e realizei o teste.

Minha esposa, quando comecei a ter febre também iniciou reclamação de dores no corpo e febre. Foi submetida ao teste.

Atestei positivo, todos os familiares foram submetidos e obviamente também positivados.

Entramos todos em isolamento social e a Central COVID, bem como GCM realizaram o devido acompanhamento.

Sofri de forma ininterrupta por aproximadamente 8 dias, ainda que meus sintomas não me tornou uma dessas pessoas que a doença atropelou, tal qual um trem desgovernado e que hoje estão em estado calamitoso, internados em enfermarias e UTI, muitos com intubação e entrada em óbito.

Não existe posição confortável para ficar deitado, sentado, tampouco em pé. O sono passa a ser um grande inimigo e cada segundo é um ato perplexo de aprendizagem e resiliência.

Para aumentar a aflição, minha esposa precisou ser hospitalizada e iniciou tratamento com antibiótico. Contudo o estado de náusea contínua a fazia vomitar tudo que comia e bebia. A medicação parecia mais uma lavagem estomacal que a solução do problema.

Depois desse estado de sofrimento interminável começaram as melhoras. Claro que a doença deixa a herança, pois essa melhora é lenta e restam a baixa resistência, o cansaço, a irritação no pulmão (com muita tosse), a contínua dor de cabeça e um estado diferente que você acha que se transformou em outra pessoa.

Nossa recuperação ainda continua e, se você amigo(a) leitor(a) o utilizarem de exemplo, vai continuar suas relações sociais com as devidas cautelas e buscar evitar o que pode ser evitável, mas espere também o inevitável.

Se for acometido pela doença, desejo-lhe nenhum ou poucos sintomas.

Que todos vençamos esse difícil período e muito conforto àqueles que perderam entes queridos.

**O Autor do texto pediu ao Jornal Leia Notícias para não ser identificado

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