16 de janeiro, 2026

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Condenações por crime em Botucatu e agressão ao filho resultam na prisão de advogada, irmã do prefeito de SP

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Mandados judiciais incluem crime ocorrido em rodovia do município e episódio de violência doméstica registrado em 2014

Uma advogada, irmã do prefeito de São Paulo, foi presa na tarde de quinta-feira (15) após ser identificada pelo sistema de reconhecimento facial Smart Sampa, na Zona Sul da capital paulista. A prisão decorre do cumprimento de mandados judiciais relacionados a dois processos distintos, sendo um deles por crimes cometidos em Botucatu e outro por lesão corporal praticada contra o próprio filho.

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De acordo com informações confirmadas por familiares e por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a mulher enfrenta alcoolismo e tem um transplante de fígado marcado para a próxima terça-feira (20), em razão de um quadro de cirrose. Segundo a OAB, ela estava em uma Unidade Básica de Saúde para retirada de medicamentos ligados ao tratamento e à preparação para a cirurgia no momento em que foi localizada.

Os mandados de prisão em aberto referem-se a condenações por embriaguez ao volante e desacato, após uma abordagem da Polícia Militar em uma rodovia de Botucatu, em outubro de 2022. Na ocasião, policiais relataram que o veículo dirigido pela advogada trafegava em zigue-zague. Ela apresentava sinais de embriaguez, não portava documentos, estava com o licenciamento vencido e com a habilitação fora do prazo de validade. Ao ser informada de que seria encaminhada ao distrito policial, houve desacato, ameaças aos agentes e recusa em realizar o teste do bafômetro. A condenação desse processo ocorreu em julho de 2025.

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O segundo mandado está relacionado a um caso de lesão corporal registrado em novembro de 2014, envolvendo agressões contra o próprio filho. Conforme a denúncia aceita pela Justiça, o episódio incluiu mordidas, puxões de cabelo, batidas da cabeça contra a parede e arremesso de objetos. As lesões foram comprovadas por exame de corpo de delito, e a condenação foi proferida em abril de 2024.

Após a prisão, a advogada foi conduzida ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito e, em seguida, levada ao 20º Distrito Policial, onde permaneceu à disposição da Justiça. Como não possui advogado constituído, um representante da OAB a acompanha na audiência de custódia, prevista para esta sexta-feira (16), no Fórum da Barra Funda.

Familiares informaram que não mantêm contato com ela há mais de 15 anos e que não irão se manifestar sobre o caso. Segundo apuração jornalística, um dos filhos é criado pela avó materna, enquanto os outros dois vivem com o pai.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que a prisão foi realizada com base em mandados judiciais válidos, seguiu o rigor da lei e ocorreu conforme os critérios do Smart Sampa, sistema de videomonitoramento com reconhecimento facial que conta com mais de 30 mil câmeras espalhadas pela capital. O programa integra uma central que reúne órgãos como CET, SPTrans, Guarda Civil Metropolitana e as polícias Civil e Militar.

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