30 de maio, 2024

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‘Cometa do Diabo’ é visto no céu do Rio Grande do Sul; veja imagens

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Visível em todo o Hemisfério Sul a partir deste domingo, quando atinge sua maior aproximação do Sol, o cometa 12P/Pons-Brooks, apelidado de Cometa do Diabo, antes era observável apenas em países do norte do globo terrestre. No começo da noite, o fenômeno foi registrado no Rio Grande do Sul, em fotos divulgadas pela empresa MetSul Meteorologia.

'Cometa do Diabo' registrado no Rio Grande do Sul — Foto: Divulgação/MetSul Meteorologia/Valdir Hobus
‘Cometa do Diabo’ registrado no Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/MetSul Meteorologia/Valdir Hobus)

Descoberto em 1812, o astro tem cerca de 29 quilômetros de diâmetro (o triplo do tamanho do Monte Everest) e é descrito como um “vulcão frio” por ejetar violentamente gelo e gás — que formam uma cauda em formato de chifre, origem do apelido do cometa.

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De acordo com o Observatório Nacional, este é classificado como um cometa do tipo Halley, conhecidos pelo curto de período de tempo que precisam para da uma volta em torno do Sol. Trata-se de um intervalo de tempo que vai de 20 a 200 anos. O Cometa do Diabo demora cerca de 71,3 anos para fazer o trajeto.

‘Cometa do Diabo’ visto do Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/MetSul Meteorologia/Gabriel Zaparolli)

Em junho, ele fica ainda mais próximo da Terra

No início de junho, a rocha espacial ficará mais próxima à Terra, cerca de 232 milhões de quilômetros — longe o suficiente para não representar risco aos humanos. Nesse momento, ele ainda será observável, mas binóculos serão necessários, dada a distância do objeto do Sol.

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O pesquisador Theodore Kareta conta à ABC News que as explosões dessa rocha espacial permitem que ele se torne claro o suficiente para, em alguns casos, serem vistos sem a necessidade de telescópios profissionais.

— Não há muitos cometas que tenham esses aumentos repentinos de brilho, que sejam tão fortes, e menos ainda que os tenham algumas vezes durante uma órbita. Parece que Pons-Brooks está realmente ativo — comenta.

Esses corpos celestes são núcleos composto por gelo, poeira e pequenas partículas rochosas, rodeados por uma nuvem nebulosa de gases. Quando um cometa criovulcânico, como o 12P/Pons-Brooks, chega próximo ao Sol, ele aquece. A pressão aumenta até que o nitrogênio e o monóxido de carbono explodam e detritos gelados sejam expelidos através de grandes rachaduras.

‘Cometa do Diabo’ visto do Rio Grande do Sul (Foto: Divulgação/MetSul Meteorologia/Gabriel Zaparolli)

O astrônomo amador e professor aposentado da Universidade do Arizona, Eliot Herman, tem monitorado o cometa. Segundo ele, o corpo celeste brilhou abruptamente quase 100 vezes em 31 de outubro e continuou a ficar mais brilhante nos dias seguintes, o que indica que há uma nova explosão de atividade criovulcânica.

— Esse cometa foi amplamente divulgado nas notícias devido a duas explosões anteriores, que produziram a aparência de um “demônio com chifres”. No Halloween, o diabo irrompeu novamente com uma grande explosão que continuou no dia seguinte — disse Herman.

O 12P/Pons-Brooks se desloca, atualmente, em direção ao Sol a cerca de 20 km por segundo, atraído pela força gravitacional do astro. À medida que se aproxima, a rocha pode chegar a 160 mil km/h. A aproximação com a Terra será posterior, quando a rocha espacial atingir cerca de 232 milhões de km/h, em meados de junho. Depois, o “cometa do diabo” será lançado gravitacionalmente de volta ao sistema solar exterior e não vai retornar até 2095.

Fonte: G1

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