Com leitos no limite, SP se prepara para mais restrições

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O aumento das internações e mortes pela covid-19 deixou o Estado de São Paulo em situação “grave” e “dramática”, na avaliação dos integrantes do Centro de Contigência do Coronavírus. O órgão embasa de maneira técnica as decisões do governo para mudanças de fase do Plano São Paulo. Uma nova classificação estadual será anunciada no início da tarde de hoje e o aumento das restrições para diversas regiões é quase certo.

A Grande São Paulo, atualmente na fase amarela, pode regredir para a laranja. No dia a dia dos moradores, bares teriam de ser fechados e comércio, serviços e restaurantes precisariam reduzir o horário de funcionamento diário.

O índice de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para tratamento de covid-19 já alcança 71,1% no estado e 71,6% na Grande São Paulo. O Plano São Paulo estipula que  regiões com mais de 70% sejam incluídas na fase laranja. Cidades como Mauá já enfrentam situação dramática, com 100% de ocupação. Levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico aponta para ao menos nove cidades nesta mesma situação e 58 com taxa acima de 80%.

Em entrevista ontem para a Rádio Bandeirantes, o coordenador do Centro de Contigência, Paulo Menezes, não descartou a inclusão da Grande São Paulo na fase vermelha. Atualmente, apenas a região de Marília está nesta classificação, que exige o fechamento de serviços considerados não essenciais, como restaurantes, academias e shoppings.

“Antecipamos a reclassificação porque a situação é grave e a transmissão do vírus é intensa. […] Está em discussão (a fase vermelha). A perspectiva é preocupante. Ainda temos 2 mil leitos de UTI disponíveis para os pacientes, mas precisamos olhar o que deve acontecer. Estamos preocupados em chegar o ponto de que todos os leitos estejam ocupados”, afirmou Menezes.

Também em entrevista à Rádio Bandeirantes, o infectologista e membro do Centro de Contingência Marcos Boulos disse que há o temor  de que em breve São Paulo tenha situação semelhante a da Itália na primeira onda. “Vamos chegar naquela crise que aconteceu na Itália onde você precisa decidir quem vai mandar para UTI e quem vai deixar morrer sem atendimento. A situação é dramática.”

Segundo o infectologista, embora o início da vacinação no país seja necessário, ela não vai ajudar a reduzir a crise nos atendimentos médicos neste momento. “Só teremos vida normal quando chegar o platô (no ápice da curva) da vacinação.”

Fonte: Jornal Metro

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