Artigo: O que une cada um de nós – Por André Balbi

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Uma grande paixão é um estado de excitação mental que surge ar­rebatando nosso pen­samento e escravizan­do-o para servir a uma única ideia, uma única proposta, uma única pessoa por algum tem­po, sejam minutos ou até mesmo longos anos.

Porém, as paixões são inconstantes e im­previsíveis, assim como o vento do mar. Nos apai­xonamos por novas ati­vidades, novas pessoas e situações. Mas também nos apaixonamos pelo que passou ou está pas­sando, fechando assim um grande círculo onde a paixão renasce a cada dia que o tempo vai levando para o passado.

Hoje tenho várias pai­xões, desde minha mu­lher e meus filhos até o HC onde entrego todo dia um pouco do que sei fazer.

E sei que as paixões podem passar e retornar como disse Aldir Blanc há muitos anos, em uma bela canção, na voz de João Bosco, repetindo que as paixões retornam como retornam o fogo e as epi­demias*.

Vejo paixão no que meus diretores e demais colaboradores fazem, mas não em todos. Talvez falte em alguns deles a fome do absoluto ou haja o medo excessivo de mu­dar. Neste solo a paixão não cresce.

O que une cada um de nós é um sentimento de posse e compartilhamen­to, de oferecer e receber, de fazer para o outro o que você quer que façam para você. O que nos une é a paixão. Sem sabermos quando ela vai chegar, se vai chegar, quanto tem­po vai durar e a quem ou o que vai envolver. Mas este é o combustível da vida. Vida apaixonante que nos faz pensar as­sim.

E por falar em paixão, esta semana perdemos Joao Gilberto, gênio da MPB, mas que ficou no passado, abandona­do por quem deveria mantê-lo no presente. Alguém que morreu em vida após desencadear tantas paixões ao can­tar como cantou.

*Caça à raposa. Música de João Bosco e letra de Al­dir Blanc, 1975.

Dr André Balbi é médico nefrologista, professor associado de Nefrologia da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) e atual Superintendente do HCFMB.


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