Artigo: Ideias Renovadas – Dr. Francisco Habermann

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Diante de emergências e dificuldades é que progre­dimos. Sempre foi assim. Nessas circunstâncias é que as ideias inovadoras surgem por necessidade e nos socor­rem. Os resultados até sur­preendem e, posteriormen­te, são até louvados. É o caso do trabalho colaborativo.

Aconteceu em casa, em Leme, interior do Estado de S.Paulo. O trabalho exaus­tivo do preparo dos ingre­dientes dos confeitos como bolachas, bolos, cufas e outros quitutes do hábito e cultivo alemão levou o pai e a mãe a convocar os dois filhos – des­de pequenos – para o trabalho colaborativo. Isso impunha uma rotina que incluía voltar da escola, trocar de roupa, fazer as tarefas escolares e, após, integrar a mão de obra para o trabalho caseiro. Nem sobrava tempo para brincar mas dava para se divertir, tra­balhando. Meu irmão Wagner e eu aprendemos muito com essa rotina.

As encomendas de cufas (hoje conhecidas como cucas) exi­giam um preparo com frutas. Tinham cobertura feita com manteiga fresca, açúcar e ca­nela, complementada com ba­nanas ou maçãs fatiadas. As de cobertura com maçãs eram a novidade sempre pedida pelos apreciadores do bom paladar. No preparo das maçãs selecio­nadas incluía a tarefa delicada e trabalhosa de descascá-las. Foi quando o pai propôs uma estratégia com o envolvimen­to de todos nós naquela ação, iniciando um concurso fami­liar.

Avental, boné de padeiro à ca­beça e mãos lavadas e limpas, iniciava-se a disputa de des­cascar a montanha de maçãs com uma faquinha bem afiada. Era manobra delicada, espe­cialmente para crianças, mas logo pegamos ‘a manha’.

A regra era obter a tirinha descascada mais fina possível e mais longa, sem rompê-la. Estava aí a motivação inven­cível que resultava em algum prêmio estabelecido na hora. O sucesso e produtividade foram marcantes a ponto de esperarmos sempre o pró­ximo concurso semanal. Foi uma estratégia inteligente do pai querido e um resulta­do muito saboroso para cada freguês que, ao ser atendido, recebia também um olhar de vitória nossa.

Pensando na nossa casa maior – este Brasil encren­cado – teremos que reinven­tar atitudes honestas e cola­borativas para descascar o enorme abacaxi que se nos apresenta, sem romper a fita que nos une. Mais que um dever, será um enorme desa­fio após o Dia dos Pais.

Em outubro próximo haverá um concurso…

 * Dr. Francisco Habermann é ex-aluno da 1ª. Turma de Medicina da FCMBB, docente aposentado da atual FMB-UNESP. Professor da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu

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