Artigo: Eu vejo “gente morrida” – Por Lourival Panhozzi

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Todos os dias eu vejo “gente morrida”, é assim que minha filha, hoje com 4 anos, se refere às pessoas que são veladas no meu espaço de vida / conhecimento, que é o complexo funerário onde trabalho. São pessoas de todas as idades, em um dia da última semana tínhamos uma de 21 anos, uma de 74 e outra de 03 anos.

Histórias que se misturam e se completam para terem um mesmo final de reminiscências, que será o condutor das vidas que ainda aguardam seu momento de ir em direção do TODO.

Quando chego em casa, depois de um dia como aquele e ouço a voz de minha filha falando “elado” – a pronúncia do “R” lhe é ainda um desafio e uma barreira a ser vencida –, sinto toda força e energia da vida me envolver, busco o abraço de Lolo, acreditando que se “o outro lado” for tão intenso e eterno quanto os 5 segundos deste momento de amor verdadeiro, da minha morte nada preciso temer, e da vida, que vejo morrer um pedacinho, no final de cada ciclo de dia completo, posso guardar as lembranças e as lições que as “gente morrida” me deixam como herança ensinamento.

Qualquer pessoa consegue descobrir quantas sementes tem uma maçã, mas quem é que pode dizer quantas maçãs tem uma semente. Viver pelas semente e não apenas pela maçã adocica a alma.

* Lourival Panhozzi é empresário, Diretor Funerario – Pres. Abredif/Sefesp -, Diretor do CTAF, Sistema Prever e Solucard.

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