Artigo: Como não brigar no almoço em família no dia de eleição* – Por Dr. André Balbi

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Henrique, meu filho mais velho, tem um texto muitas vezes pesado e reflexivo, cheio de imagens fortes e belas, mas também escreve de forma leve, como este que resumo a seguir, por minha conta e restrição de espaço, e que foi publicado no site da Revista Época. Vale a pena ler o texto in­teiro, consultando o site, para extrair toda a ironia que ele traz.

“Era tanta pesquisa de intenção de voto, tanto horário eleitoral gratuito, tanto textão, meme e fake news nas redes sociais, que você até se esqueceu do al­moço em família no domin­go. Quando lembrou, bateu a mão na testa e soltou um palavrão …

Você já se vê encurralado por aquele tipo de parente que todo mundo tem: os olhos ar­regalados, veias saltadas na garganta, nas mãos o celular com a teoria da conspiração da moda, com a mentira mais fresca.

Mas não é hora de se de­sesperar – ainda não, pelo menos. Você respira fundo, tenta organizar as ideias. Começa então a pensar em estratégias para sobreviver ao almoço… A primeira que lhe vem à cabeça é valori­zar a diplomacia. Evitar ao máximo que política surja como assunto…Mas você considera – é inevitável – outra possibilidade: abraçar o caos. Você até sente uma vertigem ao cogitar isso. Danem-se as boas manei­ras para o inferno com o debate iluminista inspirado pela ágora grega: e se você incendiasse Roma? Gritar, se necessário; descabelar-se quando conveniente e ainda mais quando inconveniente; chorar, escarnecer, urrar…

Não, você pensa. Melhor não brigar. Eles são sua família…

Nesse caso, uma opção é rir. Quando seu parente come­çar a ladainha, ria… Assim, você o desarmará. Os outros parentes talvez queiram … entender as risadas. E você terá novamente duas op­ções: a diplomacia ou o caos.

A primeira manda aproveitar a situação e contar uma pia­da… que possibilite uma fuga honrosa, uma bem-vinda mu­dança de assunto. A segunda … varia em agressividade. Você pode dizer de um jeito carinhoso que seu parente é muito engraçado. Pode sugerir que na verdade ele é a piada… Nesse caso, aproveite que vocês estão num almoço e dê um gole em sua bebida… Se puxa­rem conversa, você estará com a boca ocupada e não precisará responder. Não é o ideal, mas ajuda a manter a sanidade e a se hidratar. Duas coisas de que você vai precisar muito até o fim de outubro e de toda essa en­crenca.”

* Henrique Balbi. Site da Revis­ta Época de 05/10/18

 

 **Dr André Balbi é médico nefrologista, professor adjunto de Nefrologia da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) e atual Superintendente do HCFMB.

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