Artigo: A história recente da bailarina – Por Dr. André Balbi

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A bailarina resolveu voltar. E voltou para seu teatro, seu palco, onde sabe dançar de diversas formas e diferentes ritmos, qualidade e talento reconhecidos por quem ouve sua música e observa sua dança.

A bailarina voltou após deixar um espetáculo em que foi participar, acreditando que seria um grande espetáculo, dirigido por um grande diretor e repleto de grandes dançarinos. Engano da bailarina. O espetáculo ainda não existe, o ator principal carece de talento e o diretor vai perdendo sua história pelo caminho que percorre.

Todo grande musical, reconhecido pelo público, tem um grande diretor capaz de envolver seus dançarinos e agregá-los, mesmo quando vindos de origens diferentes.

Desta forma acabam construindo um grupo talentoso e unido com suas diferenças, mas capaz de realizar uma longa temporada de sucesso e formar novos dançarinos talentosos.

Não foi o que a bailarina encontrou longe de seu palco de origem.

Cenas introduzidas no espetáculo, sem qualidade ou beleza e desprovidas de qualquer valor artístico como aquelas criadas pelo próprio diretor ou por seus dois piores atores tentando constranger a bailarina mostram que os recursos artísticos desta companhia teatral são limitados, o gosto é duvidoso e que o espetáculo está sem direção. Caberá ao público, capaz de reconhecer o talento e a entrega dos artistas ao assisti-los, realizar seu julgamento.

Difícil saber o destino deste teatro e desta companhia musical, mas fácil saber o sucesso do retorno da bailarina ao palco em que foi criada e que poderá continuar desenvolvendo seu trabalho e exportando sua produção artística cada vez mais intensa.

A história da bailarina é cheia de desafios, sempre vencendo barreiras e obtendo muitas vitórias. Mas neste espetáculo que tentou participar, sua vitória foi diferente.

Ao sair de cena deixa as explicações de seu ato para o diretor principal e para os donos da companhia teatral que, constrangidos, até agora preferiram o silêncio.

Silêncio que acomoda mas não resolve. Apenas esconde.

 

Dr. André Balbi é médico nefrologista, professor associado de Nefrologia da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) e atual Superintendente do HCFMB.

 

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