Artigo: A história de uma desconhecida – Por Lourival Panhozzi

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Certa vez, em uma cidade igual a sua, com pessoas parecidas com todos, faleceu uma velha senhora, quase desconhecida. Seu círculo de amigos era tão pequeno que faltaram pessoas para a alça de seu ataúde segurarem. Um pegou na cabeceira, outro nos pés, e assim lhe garantiram um sepultamento digno.

Chegando na porta do céu ninguém conseguia saber quem era ela, até lá era desconhecida. Acharam falta de educação perguntar seu nome, afinal a todos deviam eles conhecer.  Tiveram que chamar todos os arcanjos, mas ninguém dela se lembrava. Depois de uma calorosa discussão decidiram que como não tinham como saber para onde enviá-la, que ela mesmo escolhesse seu domicílio eterno.

Foi então designado um anjo anfitrião, para que este lhe apresentasse primeiro o céu como opção.

Começou ele mostrando a área de meditação, era linda, com um silêncio revelador e uma luz que alimentava o espírito. Em seguida, a levou a área de lazer, havia ali tudo que se podia esperar de um paraíso, com pessoas felizes se confraternizando, na mais completa harmonia.  Por fim, lhe mostrou as áreas de descanso eterno, cada um podia escolher o aposento que mais lhe agradasse, com vista para o mar, para as montanhas ou ao planeta Terra.

Terminando o rápido tour celestial, perguntou o anjo a senhora desconhecida: “O Céu é do seu agrado ou gostaria de conhecer ‘outro lugar’?”.

A senhora, de forma respeitosa respondeu: “O céu realmente é lindo, todos aqui parecem estar bem, mas tem uma coisa que está me intrigando. Se aqui é tão perfeito, por que em todos lugares que me levou tinha uma caixa de reclamação ao alcance das mãos?

O anjo a fez se sentar em um banco, a olhou com ternura, e disse calmamente: “Minha amada senhora, colocamos as caixas de reclamação, em todos os lugares, ao alcance das mãos, porque muitas pessoas só são felizes se puderem reclamar”.

Foi então que a senhora se ajoelhou e revelou ao anjo o seu nome. “Eu me chamo Satisfação. Aqui ficarei, mas não precisarei das caixas”.

Parece-me, as vezes, que aqui na Terra, grande parte da população foi contagiada pelo vírus da reclamação, eles sempre têm um motivo para comparar e reclamar, fazendo com que nunca alcancem a satisfação, ela está sempre dois passos à frente, nunca no mesmo lugar em que estão.

Faça um exercício de reconhecimento. Pelas próximas 24 horas não reclame de nada, nem mesmo do som alto da TV ou do técnico do seu time do coração. Apenas viva o que tem como sendo tudo que precisa e merece, descobrirá uma sensação boa de preenchimento em sua alma, a única capaz de te fazer sentir que ser feliz é ser você por inteiro, com tudo que tem e com aquilo que lhe falta.

Seja satisfeito no sentido de usufruir de tudo que a vida lhe proporciona, não precisa se privar dos sonhos nem projetos, tenha eles sempre como possibilidades e metas, mas nunca deixe de ser feliz com o que já tem, porque se for tudo o que terá na vida, não a terá desperdiçado reclamando.

 

*Lourival Panhozzi é empresário, Diretor Funerario – Pres. Abredif/Sefesp -, Diretor do CTAF, Sistema Prever e Solucard.

 

 

 

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