Artigo: A Enfermaria de Cuidados Paliativos do HC de Botucatu – Por André Balbi​

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 Aprendi com a Dra Thais que a palavra pa­liativo tem origem no latim pallium, que signi­fica manto, cobertor e que era uma capa colo­cada nas costas dos ca­valeiros das Cruzadas para protegê-los do frio e da chuva em suas lon­gas viagens.

Segundo a Organiza­ção Mundial da Saúde, cuidados paliativos são a assistência prestada por uma equipe mul­tidisciplinar, que visa melhorar a qualidade de vida do doente e da sua família perante uma doença que ameace a sua vida. Embora os pri­meiros serviços tenham surgido na Europa na década de 60, no Brasil hoje somente 10% dos hospitais oferecem este serviço, segundo repor­tagem da Folha de São Paulo de 2018. Entre os países latino-americanos, o Brasil só está à frente da República Dominicana e da Venezuela em ter­mos de disponibilidade de serviços de cuidados paliativos. Aqui os garga­los já começam na forma­ção médica, pois somente 14% dos cursos de medi­cina oferecem a discipli­na de cuidados paliativos e em só 6% desses ela é obrigatória.

Escrevo isto porque nesta sexta-feira estare­mos entregando aos usu­ários do HC a Enfermaria de Cuidados Paliativos, fruto de nossa parce­ria com o Rotary Club de Botucatu Cuesta. Nesta enfermaria haverá um tratamento especializado multiprofissional dedi­cado aos pacientes sem possibilidades de cura e aos seus familiares que, com frequência, também adoecem neste trajeto.

São apartamentos cui­dadosamente reforma­dos pelo HC e mobiliados com recursos financeiros obtidos pelo Rotary que nos permitiram criar um ambiente acolhedor e humanizado, envolto por um jardim comum onde os pacientes e seus fami­liares podem trocar ex­periências e receberem tratamento integral. É a primeira enfermaria com esta concepção em hos­pital público do Estado de São Paulo e mais um grande passo para o re­conhecimento do impor­tante papel que o HC tem hoje em nossa macrorre­gião.

De tão empolgante é esta conquista que al­gumas vezes posso ver, em imagens projetadas em minha mente, o HC de Botucatu como um grande pallium prote­gendo e tratando seus pacientes e familiares de forma integral e hu­manizada.

Parabéns médicos paliativistas (Thais, Laura, Luis e Janaina) e todos os profissio­nais que integram este projeto. Vocês estão fazendo uma parte im­portante da história do nosso HC.

Dr André Balbi é médico nefrologista, professor associado de Nefrologia da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) e atual Superintendente do HCFMB.

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