Artigo: 100 artigos – Por André Balbi

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Completo hoje 100 artigos no “Jornal Leia Notícias”, onde escrevo há pouco mais de 2 anos. Neste período revivi minha vontade e prazer de escrever, o que eu não fazia desde que virei médico. Tentei descrever cenas que vejo, lembranças que ainda tenho, reflexões sobre o HC que dirijo e cenas que meus pensamentos me proporcionaram. Tentei falar um pouco da vida.

* O convite me pegou de surpresa. Um médico que virou nefrologista que queria ser jornalista que virou superintendente do HC e agora virou colunista tal como um jornalista… (Um médico, um articulista e… a vida)

* No HC que me ensinou ser médico, onde trabalho há anos e que hoje dirijo como dirijo minha vida temos vidas que passam, que marcam, que voltam e que saem para algum lugar. São vidas que nos tocam a cada dia, nos fazendo nascer todo dia. (A vida indevida)

* Nós, forasteiros, escolhemos Botucatu para jogarmos nossa âncoras. Alguma coisa especial deve ter esta cidade que nos prende por aqui. (Botucatu fez aniversário)

* Nascer é lançar-se em um rio. Ao entrar podemos encontrá-lo profundo e largo, cheio de águas revoltas ou tranquilo e estreito, com águas mansas envolventes. (Nascer é lançar-se em um rio)

* Tenho hoje a idade de meu pai quando eu achava que ele já estava velho. Agora sei que seus pensamentos eram cada dia mais jovens até que se tornaram crianças outra vez. E ele sabia usar sua inteligência privilegiada, apertando um botão interno que trocava razão por emoção quando quisesse. (Árvores e frutos)

* O grito destrói, como um raio, qualquer tipo de manifestação contrária. É a apelação final dos que não tem razão. Acho que o grito é o estupro da razão. (O grito derrotado)

* Trabalhar no HC é uma prova constante de resistência ao pessimismo e de coragem para enfrentar as dificuldades que chegam diariamente. É mostrar disposição para tratar as pessoas que sofrem, que gritam, que morrem. E também é o lugar onde as lágrimas transbordam dos olhos ou são engolidas a seco quando vemos a vida retornar. Trabalhar no HC é nunca deixar-se morrer. (Trabalhar no HC de Botucatu)

Vou pedir licença para Daniela, Henrique, Guilherme, Duda e com quem mais divido minha vida e dedicar este artigo para os jornalistas. Para todos, mas principalmente para aqueles que conheço, pois sei que fazer jornalismo no Brasil é um ato diário de coragem.

Acho que ser jornalista é praticar a criatividade dia a dia e a credibilidade também. É saber fazer belas matérias e buscar as respostas menos óbvias. É questionar, explicar, encontrar. Trabalhar com qualquer tempo, decifrando a palavra oculta. É ganhar pouco e fazer muito. É o rádio, a TV, a internet e o difícil jornal escrito. É ter o poder de mudar para um lado ou para outro. É não se curvar, não se enganar, não se entregar.

Deixo minha admiração a todos que vivem do que escrevem ou falam. E em especial ao Géro Bonini, que me cedeu este espaço que divido com meus leitores e ao Henrique, jornalista de profissão e escritor de talento, que hoje é o que um dia eu pensei ser.

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