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Rodolfo Raul D’Onofrio, presidente do River Plate, na reunião da Conmebol (Foto: Reprodução/Twitter)
Os clubes argentinos que fazem parte da Comissão de Clubes da Conmebol defenderam que a América do Sul se adapte ao calendário do futebol europeu, e que a Taça Libertadores seja disputada de agosto a maio, tal qual a Liga dos Campeões organizada pela Uefa. Ao contrário da proposta de final em jogo único, que agradou a maioria dos clubes, a ideia de sincronizar o calendário ao europeu enfrenta uma forte resistência.
A CBF é frontalmente contra a ideia, por entender que haveria entraves logísticos, culturais e até financeiros a uma mudança tão grande no calendário. Os clubes brasileiros, em sua maioria, também são contra.
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A proposta foi apresentada pelo presidente do River Plate, Rodolfo D’Onofrio, com o apoio dos demais clubes argentinos. A ideia divide opiniões dentro da Comissão de Clubes da Conmebol. O Uruguai é a favor, o Brasil é contra, mas não de forma unânime.
Modesto Roma, presidente do Santos, na reunião de clubes com a Conmebol (Foto: Reprodução/Twitter)
O presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, manifestou-se a favor da mudança. Os demais representantes brasileiros na Comissão – Atlético-PR, Atlético-MG, Botafogo, Grêmio e Palmeiras – são contra.
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O principal argumento do cartola do River Plate para sincronizar os calendários é reduzir os danos da janela de transferências de agosto no futebol sul-americano. Em 2017, pela primeira vez na história, a Libertadores está sendo disputada ao longo de todo o ano – e os clubes que a disputam ficam expostos ao apetite do mercado europeu.
– Temos que copiar o que dá certo na Europa. A Champions tem um grande valor, e a Libertadores também pode ter – disse D’onofrio durante a reunião.
Fonte: G1