China executa ex-banqueiro acusado de corrupção e bigamia

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Lai Xiaomin, ex-presidente da Huarong — uma das maiores administradoras de fundos estatais da China — foi executado por decisão de um tribunal da cidade de Tianjin (norte), segundo a CCTV. As autoridades não deram informações sobre o método usado para executar o ex-banqueiro.

No anúncio de sua sentença, em 5 de janeiro, o tribunal disse que os US$ 260 milhões em subornos e outros montantes apurados são “muito grandes e as circunstâncias particularmente graves. Claramente houve uma intenção de cometer um crime”.

Lai Xiaomin também foi condenado por bigamia por ter “vivido por muito tempo com outras mulheres” fora de seu casamento, com as quais teve filhos ilegítimos.

Confissão

Em janeiro de 2020, Lai fez uma confissão transmitida pela televisão pública CCTV. No vídeo, foram mostradas imagens de um apartamento em Pequim, supostamente de propriedade do alto executivo, com cofres e armários cheios de dinheiro.

As imagens também mostraram carros de luxo e barras de ouro que o acusado supostamente teria recebido como suborno.

Na gravação, Lai Xiaomin, que antes de presidir a China Huarong Asset Managment trabalhou no Banco Central e para a agência de supervisão bancária do país, disse que não “gastou um só centavo”. “Não me atrevi a gastar” o dinheiro, afirmou.

A China Huarong Asset Management é um dos maiores conglomerados financeiros do país, gestora de créditos com uma alta probabilidade de inadimplência. Ela é uma das quatro empresas criadas pelo governo em 1999 para sanear o setor bancário.

Pequim lançou uma grande campanha contra a corrupção em 2012, depois que o presidente Xi Jinping se tornou chefe do Partido Comunista da China (PCC). Desde então, mais de um milhão e meio de líderes do PCC foram sancionados.

O combate à corrupção, muito comum entre a população, também é suspeito de servir para eliminar as personalidades que se opõem à linha do presidente.

A China guarda como um segredo a sete chaves os detalhes sobre as execuções dos condenados à morte. A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional estima que vários milhares de prisioneiros sejam executados todo ano.

Fonte: Yahoo!

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