Chavismo acusa maior empresário da Venezuela de ‘trair a pátria’

O governo da Venezuela denunciará o maior empresário do país, Lorenzo Mendoza, por “traição à pátria” por falar em nome da nação em negociações com o Fundo Monetário Internacional, anunciou na terça-feira o número dois do chavismo, Diosdado Cabello.

“Peço aos parlamentares do PSUV (Partido Socialista) que recorram à Procuradoria e façam uma denúncia formal (…) contra o senhor Lorenzo Mendoza, o senhor Ricardo Hausmann e todos os envolvidos nesta negociação”, disse Cabello sobre uma conversa telefônica entre Mendoza e Hausmann, economista venezuelano e professor da universidade de Harvard.

No final de semana, o presidente Nicolás Maduro já havia defendido uma ação legal contra Mendoza pelo “grave crime de falar em nome da pátria”.

No telefonema citado por Cabello e Maduro – que não revelam como tiveram acesso à informação – o economista Hausmann diz a Mendoza que “conversou com o FMI” sobre como tirar a Venezuela da atual crise econômica e sobre uma “ajuda internacional” de entre “40 e 50 bilhões de dólares”.

O economista também cita um diretor do FMI “amigo” e uma possível reunião com ele e outros membros do organismo para abordar um “plano de ajuste” para a Venezuela.

Na mesma conversa, Mendoza diz a Hausmann que um plano de ajuda financeira “é o bê-á-bá que nos cabe” para enfrentar a crise econômica, traduzida pelo descontrole da inflação, a falta de produtos básicos e a queda nas divisas.

Mendoza, presidente do Grupo Polar, o maior produtor de alimentos do país, com uma fortuna avaliada em 2,7 bilhões de dólares, lamentou “as tentativas do governo de manipular a opinião pública com a clara intenção de me envolver na política venezuelana”.

O empresário disse ainda que o governo utiliza “uma gravação ilegal” de uma “conversa telefônica particular”.

Fonte: Yahoo!

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