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Férias. Criançada em casa. Pirraça, muita pirraça! Nesses momentos, os pais precisam respirar fundo e avaliar se aquele comportamento merece algum tipo de correção. Educar uma criança não é tarefa fácil e requer paciência e autocontrole.
A partir dos 3 anos, a criança é capaz de refletir sobre os atos praticados. Mesmo antes dessa idade, é recomendado que os pais sentem para conversar com seus pequenos quando eles cometerem uma atitude reprovável.
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— A criança não sabe o que é certo ou errado, e nós adultos devemos ensiná-las o que é aceitável ou não. As atitudes dos mais velhos ajudam a reforçar ou extinguir um comportamento — afirma Ellen Moraes Senra, psicóloga e especialista em terapia cognitivo comportamental.
A intensidade e a duração da correção devem ser avaliadas pelos responsáveis. Colocar a criança no cantinho do pensamento por muito tempo pode acabar não surtindo efeito algum.
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— Não adianta ser uma correção muito longa, porque a criança e o adolescente vão se adaptar à realidade sem aquele objeto preferido, sem a companhia dos amigos. A correção deve ser aplicada de maneira que dê ao filho um momento de reflexão na hora em que ela é aplicada — pontua Claudia Melo, psicóloga no Conselho Tutelar.
Na hora de escolher qual tipo de correção aplicar em seu filho, os pais devem estar calmos e usar a racionalidade. É preciso que seja uma “punição” possível de ser cumprida por toda a família.
— Quando os pais usam a emoção para aplicar uma correção, a maioria volta atrás e acaba tirando a criança daquela situação. Se a criança perceber que os pais vão voltar atrás porque o tempo de punição está muito extenso, a correção perde o efeito e o valor educacional. E a criança percebe quem são os pais que voltam atrás — alerta Lidiane Silva, psicóloga e analista de comportamento.
Como fazer
De acordo com a idade
Até os seis anos de idade, vale colocar a criança no cantinho do pensamento para refletir sobre o que fez. Lembrando que ela deve ficar lá por no máximo meia hora. Após esta idade, já é recomendável privá-la de algo que goste, como o celular, o videogame ou brincar com os amigos.
Correção possível de ser cumprida
Não diga a seu filho que ele ficará um mês sem jogar videogame ou sem mexer no celular, porque este prazo é extenso e será difícil de cumpri-lo. Estabeleça correções que sejam “cumpríveis”.
Não brigue com raiva
A emoção fará com que você extrapole na hora de definir qual será a punição do seu filho. Pense bem antes de decretar o que será feito diante daquele comportamento reprovável.
Mostre as consequências
Toda ação gera uma consequência. Mostre para o seu filho qual será o resultado daquele comportamento reprovável caso ele continue fazendo.
Demonstrar sua tristeza
Mostre para o seu filho o quanto que aquela atitude dele deixou você triste e explique o porquê. Diga que outras pessoas também ficariam tristes com aquele comportamento.
Reforce
Constantemente, converse com o seu filho sobre o que é certo e o que é errado. Mesmo que ele não tenha feito nada, use exemplos próximos para dizer o que pode ou não ser feito. Por exemplo, se um coleguinha dele gritou com os pais, reforce com ele que isto é errado.
Fonte: Extra