Cetesb investiga mortandade de peixes em lagoa de distrito em Piracicaba

Vários peixes foram encontrados mortos em uma lagoa no distrito de Tanquinho, em Piracicaba (SP), na manhã desta quinta-feira (7). A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) investiga o caso.

A lagoa, que fica na zona rural do município, pertence a uma usina. Imagens mostram ela praticamente vazia e dezenas de peixes mortos na água. Ainda não é possível calcular a quantidade de animais mortos.

Moradores do distrito afirmam que não é a primeira vez em que há mortandade de peixes no local, e que nos últimos dias, vários animais têm aparecido mortos na água.

Cetesb investiga mortandade de peixes no distrito de Tanquinho, em Piracicaba — Foto: Edijan Del Santo/EPTV
Cetesb investiga mortandade de peixes no distrito de Tanquinho, em Piracicaba (Foto: Edijan Del Santo/EPTV)

Um funcionário do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) esteve no local após uma denúncia de um morador, que disse que a usina abriu a comporta do tanque que “puxou” a água da lagoa.

“Dessa abertura [do tanque], morreram milhares de peixes e também baixou [o nível] do tanque dessa usina em mais de cinco metros. Só que o tanque tem dezenas de metros de comprimento, então o volume de água que saiu daqui foi muito grande”, explica José Carlos Magazine.

“Agora o que chama a atenção, da pessoa que fez isso, é a falta de consciência com o meio ambiente, principalmente no momento de crise hídrica que nós estamos passando”, completou.

Dezenas de peixes foram encontrados mortos em lagos no distrito de Tanquinho, em Piracicaba — Foto: Edijan Del Santo/EPTV
Dezenas de peixes foram encontrados mortos em lagos no distrito de Tanquinho, em Piracicaba (Foto: Edijan Del Santo/EPTV)

Órgãos ambientais investigam caso

Uma equipe da Cetesb esteve no local e colheu material para fazer análise da água e investigar a causa da mortandade. Em nota, a companhia diz que já tinha ido até o local na terça (5) e que o problema é relacionado com a estiagem, já que a represa está praticamente seca.

“Não verificamos hoje nova mortandade. Também, o oxigênio está em níveis muito baixos, o que dificulta a sobrevivência da vida aquática. Não foi constatado nenhum lançamento de poluentes, sendo a causa mais provável a escassez de água, juntamente com o baixo nível de oxigênio dissolvido”, comunicou.

Já a Fazenda Capuava, responsável pela represa, enviou nota na qual diz que a diminuição do nível e mortandade dos peixes é de causa desconhecida.

“A Fazenda Capuava foi surpreendida com o ocorrido e está cooperando com as Autoridades Públicas para que a causa da diminuição do volume de água de uma lagoa no Bairro Tanquinho e da mortandade de peixes no local seja identificada o mais rápido possível”, informou. Disse, ainda, que aguarda o laudo técnico com resultado das amostras coletadas.

A Polícia Militar Ambiental apontou que uma das suspeitas é de que visitantes abriram a vazante da represa, o que baixou o nível da água, causando falta de oxigênio e a mortandade. Segundo a corporação, será confeccionado um termo de vistoria ambiental, que será encaminhado à delegacia de polícia para instauração de inquérito.

Fonte: G1

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